Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Bombas nas estradas...

 

Manobra do camião pode ter causado explosão

 

Uma reacção química entre solventes no interior do camião
terá estado na origem da explosão que matou um homem e feriu outras seis pessoas, à porta da Codisa, na zona industrial da Varziela, em Vila do Conde.
 
Depois de uma noite de inferno, que deixou um rasto de destruição só comparável com cenários de guerra…
 
…o camião "não estava a fazer uma trasfega e nem sequer era uma cisterna", mas um camião de caixa fechada, transportando barris de solventes e óleos destinados à reciclagem.
 
Fazemos isto todos os dias, há 12 anos, e nunca tivemos um acidente"
 
...a explosão, vitimou de imediato o motorista do camião, esteve na origem do violento incêndio que feriu outras seis pessoas, destruiu por completo três armazéns - um da Codisa e dois do cash and carry "Vidal" -, causou danos em cerca de uma dezena de outros espaços contíguos, reduziu a cinzas 15 viaturas e semeou o pânico na Varziela.
 
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Vila do Conde&Option=Interior&content_id=1386073
 
Portugal sem fundo de garantia para indemnizações
 
Para cobrir os elevados danos provocados pela explosão, os lesados deverão accionar as respectivas apólices de seguro
porque em Portugal ainda não há um fundo que possa garantir o pagamento de indemnizações em acidentes desta dimensão.
 
"No caso das viaturas destruídas, os proprietários com seguro de danos próprios deverão accioná-lo. Numa fase posterior e depois de apuradas as responsabilidades, as seguradoras poderão recobrar à companhia que está a cobrir a causa do acidente. Mas a companhia não paga além dos limites da cobertura da apólice [os valores mínimos são de 1,2 milhões de euros para danos corporais e 600 mil euros para danos materiais]", afirmou Rui Almeida, presidente da Câmara Nacional de Peritos Reguladores (CNPR).
 
A partir do próximo dia 1 de Dezembro, entra em vigor nova legislação, actualizando os capitais mínimos. Para danos corporais serão pagos 2,5 milhões de euros por acidente e 750 mil euros para os prejuízos materiais. No dia 1 de Junho de 2012, os mínimos serão novamente alterados, passando para cinco e um milhão de euros, respectivamente.
 
Para pagar indemnizações que ultrapassem os montantes mínimos, Rui Almeida defende a criação de um fundo de garantia, a exemplo do que existe noutros países europeus.
 
"Em Espanha há um consórcio de seguros que actua em catástrofes naturais, atentados, etc.
 
O presidente da CNPR citou as cheias do Douro e a explosão de gás numa mercearia de Santa Catarina como casos que poderiam ser abrangidos pelo Fundo de garantia. "Se ele existisse já todos tinham sido indemnizados, até porque a União Europeia tem fundos específicos para estes casos", concluiu.
 
Fonte:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1386075
 
Espanha: Camionista português morre em acidente de viação
14 Outubro 2009
Segóvia, Espanha Um camionista português, cuja identidade não foi revelada, morreu hoje, depois da viatura que conduzia se ter despistado e caído do viaduto em que seguia, na zona de Villacastín, região espanhola de Segóvia.
Segundo informou a Guarda Civil em Segóvia, o acidente ocorreu ao inicio da tarde de hoje, no quilometro 77 da AP6, quando o camião articulado, que viajava em direcção Madrid, saiu da estrada por causas ainda não determinadas.
Depois de sair da via, o camião caiu do viaduto que atravessava nesse momento e posteriormente incendiou-se.
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10235552.html
 
18 Meses de prisão para camionista português
16 Fevereiro 2009
 
O camionista português Paulo Jorge Nogueira da Silva foi condenado a três anos de prisão, em Inglaterra.
 
O motorista, de 46 anos, foi considerado culpado de condução negligente, num acidente em Inglaterra, que resultou na  morte de seis pessoas.
 
 O português poderá sair em liberdade condicional depois de cumprir 18 meses.
 
A sentença foi lida esta segunda-feira,  no Tribunal de Chester,  na sequência da deliberação dos 12 jurados do caso, embora a decisão não tenha sido tomada por unanimidade, com 11 a favor da condenação e um contra.
 
O acidente ocorreu no dia 20 de Outubro, pelas 22:40, quando Paulo Jorge Nogueira da Silva conduzia um camião de matrícula espanhola que embateu na traseira de um veículo ligeiro britânico, que por sua vez chocou com outro pesado.
 
 O resultado foi um incêndio e a consequente morte dos seis ocupantes, um casal e os quatro filhos com idades entre os 13 anos e as 10 semanas.
 
O camionista português declarou-se como não culpado, quando foi presente a tribunal no dia 9 deste mês, dos 12 delitos de que foi acusado. O camionista, detido em Chester,  ia acusado de morte por condução negligente e morte por condução perigosa por cada uma das seis vítimas mortais, ou seja, dois delitos por cada vítima.
 
A acusação por condução negligentefoi introduzida no processo pela acusação, na audiência de dia 9.
 
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1146312
 
 
Familiares das vítimas descontentes com pena aplicada ao português
 
«Os factos remontam a 20 de Outubro de 2008, quando o pesado que Paulo Silva conduzia embateu por trás no carro onde seguia a família Statham: David, 38 anos, Michelle, 33, e os filhos Reece, 13, Jay, nove, Mason, 20 meses, e Ellouise de apenas 10 semanas»
 
O juiz considerou que Paulo Silva não respeitou os
 
“Sinais que apontavam para filas de trânsito mais à frente”e que estava desatento, mas referiu que a pena de três anos dizia apenas respeito a um acidente e não podiam ser cumulativa.
 
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1146476
 
A lei portuguesa prevê que as causas de acidentes de viação sejam investigadas e os culpados apurados.
 
Para que fosse possível, apurar, condução negligente, teriam de existir meios de investigação adequados e caso a investigação apurasse que o culpado, não seria o condutor, as consequências poderiam recair em quem tivesse o dever de sinalizar e/ou da manutenção da respectiva estrada.
 
Passa também pelo Código do Trabalho, pela responsabilidade de algumas empresas (escravidão sobre rodas) e outras ainda com responsabilidade na manutenção das estradas.

Assim, as entidades reguladoras devem exigir que as imagens de acidentes,  sejam disponibilizadas para eventuais peritagens.
 
Essa informação não pode ser de uso exclusivo das concessionárias, algumas podem revelar falhas em obras ou sinalização, que são de responsabilidade dessas mesmas empresas e que precisam ser corrigidas.
 
Não se pode deixar que as informações dos acidentes, as imagens, ou as perícias (a equipa de investigação da GNR-BT, quando existem mortos, vai ao local), abandonadas e dispersas. Têm de ser utilizadas para estabelecer acções objectivas e concretas que produzam efectivamente resultados.
 
comunicação social poderá colocar os acidentes nas manchetes,  mas, obrigatóriamente, noticiar verdadeiramente através de trabalho jornalístico profissional.
 
São necessárias um conjunto de acções práticas e não apenas estatísticas. As vidas que se perdem nas estradas, na maioria dos casos, são atribuídas á fatalidade ou erro humano, no entanto têm múltiplos factores que requerem o seu apuramento.
 
As autoridades vão dando entrevistas e explicações aos órgãos de comunicação, a maior parte das vezes, anunciam-se medidas, mais na tentativa imediatista de mostrar algo, do que realmente planear para atingir metas objectivas.

 
"Os mesmos sofrimentos unem mil vezes mais do que as mesmas alegrias".
Lamartine
 
 
 
publicado por cambiantevelador às 01:08
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