Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Acidentes de Viação - 2009...

 

 

O número de vítimas mortais em consequência de acidentes de viação cresceu em 2009.
Contrariando a tendência da última década, No ano passado, o Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) autopsiou 1155 pessoas que morreram na estrada, contra apenas 1000 em 2008. Ou seja, mais 155 portugueses perderam a vida no asfalto, o que significa um aumento de 15.5% de mortes.
Os dados do INML surgem no mesmo ano em que o governo anunciou ter ultrapassado todas as metas de redução do número de vítimas mortais na estrada. Em entrevista ao Expresso no ano passado, o ministro da Administração Interna.
Rui Pereira, afirmou: "Já atingimos os objectivos que estavam previstos para 2012".
Há poucos dias, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) revelou que os mortos em desastres desceram de 776, em 2008; para 738, no ano passado (menos 38 vítimas). Durante a apresentação dos resultados provisórios de 2009, Paulo Marques, da ANSR, salientou que este foi o "melhor ano de sempre em termos de vítimas mortais e feridos graves e o segundo de feridos ligeiros”.
Para Duarte Nuno Vieira, presidente do INML. A discrepância dos números entre as duas instituições revela que o sistema de contagem de mortos não traduz a realidade portuguesa:
"Não foi por acaso que insistimos nos últimos com os últimos governos para corrigirem a metodologia". Até ao final de 2009, Portugal era um dos poucos países da União Europeia que só contabilizava como vítimas mortais as pessoas que perdiam a vida no local do desastre ou a caminho do hospital, aplicando depois um coeficiente de agravamento de 14% para calcular o número de feridos graves que morriam no hospital.
0 novo método começou a ser aplicado já no início deste ano, registando os mortos até trinta dias após o acidente. A ANSR argumenta que as estatísticas do Instituto Nacional de Medicina Legal referem-se a óbitos "independentemente do tempo decorrido entre o acidente e a morte (mesmo meses depois), não permitindo estabelecer uma relação directa entre o ano em que ocorreu o acidente e o ano do óbito". Ainda segundo aquele organismo, a definição utilizada na UE o acidente de viação para efeitos estatísticos de sinistralidade "exige que o acidente tenha ocorrido na via pública, ou via privada desde que aberta ao trânsito público, e que o mesmo tenha sido reportado pelas forças de segurança", Essa definição tem como objectivo comparar a sinistralidade entre os vários países, "Objectivo que é diferente do INML".
Falta polícia na estrada independentemente do tipo de critérios usados pelas duas instituições, João Dias, do Núcleo de Investigação de Acidentes do Instituto Superior Técnico, mostra-se "muito preocupado" com a subida no número de óbitos registados pelo INML, "num período em que devido à crise as pessoas viajaram menos de automóvel e reduziram a velocidade". O especialista lembra que algumas das mortes não contabilizadas pela ANSR (mas que entram nas estatísticas da Medicina Legal) pouco influenciam as estatísticas finais, já que são pouco numerosas.
 Um exemplo?
"Os agricultores que morrem ao volante de tractores num terreno particular". Um oficial da GNR faz uma relação directa entre as mortes e o fim da Brigada de Trânsito. "Os automobilistas não vêem polícias na estrada e conduzem com demasiado à-vontade".
Carlos Barbosa, do Automóvel Club de Portugal, corrobora: "A extinção da BT foi fatal. Deixou de haver fiscalização programada". Sobre estas questões, o ministro Rui Pereira remeteu para a ANSR.
Estado perde 12 milhões em multas
Valor arrecadado é o mais baixo desde 2006. Autoridades 'fecham os olhos' às infracções na estrada Em 2009, foi passada uma multa de trânsito a cada 30 segundos. O ritmo parece grande, mas já foi bem mais acelerado. No total, as autoridades 'apanharam' menos 467 mil infracções na estrada do que em 2008. E a diferença reflecte-se nos cofres públicos: as cerca de um milhão de multas passadas renderam ao Estado €69,5 milhões, menos 12 milhões do que no ano anterior.
É o valor mais baixo dos últimos quatro anos, segundo números da Direcção-Geral do Orçamento, Não sendo de crer que os condutores portugueses se tenham tornado subitamente mais cumpridores ao volante, a explicação para a acentuada diminuição das multas parece residir sobretudo no comportamento das autoridades, mais dispostas a 'fechar os olhos' às infracções.
Em protesto contra a extinção da Brigada de Trânsito (BT), os mais de dois mil militares que compunham aquela unidade da GNR iniciaram há um ano uma greve às multas, que ainda se mantém.
"Há semanas inteiras em que não passamos nenhuma multa de trânsito, à excepção das de excesso de velocidade que são automáticas por causa dos radares. Em relação ao álcool há destacamentos onde se passavam 400 a 500 autos de contra-ordenação por ano e em 2009 não se fizeram mais de 70 ou 80", diz José Alho, presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda.
O protesto contra a reestruturação da GNR está a custar caro mas é para continuar', garante José Alho, que segunda-feira vai reunir com o ministro da Administração Interna para discutir as mudanças, juntamente com antigos elementos da BT. Não é apenas na GNR que há mais permissividade face as infracções.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, assegura que, apesar de não existir nenhum protesto organizado, também na PSP "há agora uma sensibilidade diferente" em relação às multas. "No sindicato ouvimos muitas vezes os agentes a dizer que não vão passar coimas ao cidadão só porque ele passou um traço contínuo, por exemplo, quando há uma conjuntura de crise e o Governo só retira direitos às pessoas", relata.
Contestações aumentam
O Estado arrecadou em 2009 menos 29% do que estimava ganhar em receitas provenientes das multas. O grau de execução tem, aliás, vindo a descer desde 2007, ao contrário das contestações apresentadas pelos condutores, que não tem parado de subir.
No ano passado, cerca de 6% das multas foram contestadas, obrigando a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) - que em 2007 substituiu a Direcção-Geral de Viação (DGV) - a decidir 3500 processos por dia. Muitos mais, no entanto, ficam a aguardar resposta, acabando, por vezes, por prescrever.
"Nos últimos dias aliás, não recebi uma única decisão da ANSR sobre qualquer processo. Os cerca de 500 que acompanhei em 2007 acabaram todos por prescrever", conta Teresa Lume, especialista em Direito Rodoviário.
"A DGV funcionava. A ANSR não. Ou, pelo menos, tem grandes dificuldades. A morosidade aumentou muito", acrescenta a advogada Elisa Dias. Indiferente às críticas, a ANSR assegura que o balanço dos seus primeiros dois anos de existência ”é francamente positivo”. Já o Ministério da Administração Interna recusou fazer quaisquer comentários. - EXPRESSO 23/01/10
Acidente na A4 faz cinco mortos e três feridos
http://www.youtube.com/watch?v=yMqwhZ1MfrU
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1478983
Condutor tenta atropelar militar da GNR
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1473429
Jovem não vai preso por morte de varredor
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1470205#AreaComentarios
Um morto em carrinha esmagada por camiões
 
Acidente em final de festa matou jovem de 18 anos
Despiste faz um morto e três feridos
Morre atropelado por táxi roubado a caminho da horta
 Portuguesa morre num acidente na Catalunha
 
A estúpida conjuntura da nossa administração pública!
 
O estúpido não sabe que é estúpido e, isso contribui portentosamente para dar maior força, incidência e eficácia à sua acção devastadora.
 
O estúpido surgirá imprevistamente para nos estragar os planos, nos destruir a paz, nos complicar a vida e o trabalho, fazendo-nos perder dinheiro, tempo, bom humor, apetite e produtividade. Tudo isto, sem malícia, sem remorso e sem razão. “Estupidamente"
 
 
 
 
 
 
publicado por cambiantevelador às 00:38
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