Segunda-feira, 3 de Maio de 2010

Acidentes de Viação em Auto-Estrada...

Acidentes de Viação em Auto-Estrada: o que fazer?

 

Por Robson Lima (Comandante do Destacamento de Trânsito de Setúbal da GNR)

 

A condução de veículos em Auto-Estrada envolve riscos superiores aos das outras vias rodoviárias, sendo por isso necessário tomar precauções redobradas.

 

Um acidente rodoviário pode definir-se como um acontecimento inesperado, alheio à vontade da vítima ou ao funcionamento do veículo. Ao deparar-se com um acidente, por ser um evento súbito e inesperado, é difícil ter o discernimento de pensar quais os procedimentos correctos adoptar.

 

Isto deve-se, na maioria dos casos, ao estado de choque das pessoas e ao próprio desconhecimento sobre a atitude correcta a adoptar, do ponto de vista da segurança. Como tal, importa informar os condutores que utilizam as Auto-Estradas, independentemente de o fazerem rotineiramente ou apenas de forma esporádica, sobre os procedimentos a adoptar no caso de se verem envolvidos num acidente de viação.

 

Importa saber que, numa via com as características de Auto-Estrada existem, na maioria das situações, viaturas das concessionárias 24 horas de serviço, com a missão de assistência rodoviária, como é o caso da Auto-estrada n.º 12 (Montijo – Setúbal), n.º 13 (Almeirim – Marateca) e n.º 2 (Lisboa – Algarve), concessionadas pela Brisa.

 

Outro caso dessa assistência, é o das Pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, onde os reboques do Automóvel Clube de Portugal encontram-se 24 horas de serviço a trabalhar para a Lusoponte/Gestiponte, concessionária destas vias, prestando toda a assistência rodoviária aos condutores que nelas circulam. Além da assistência rodoviária atrás referida, existe na grande parte da sua extensão, câmaras de vigilância que permitem às concessionarias e às autoridades o permanente policiamento destas vias.

 

Dos acidentes de viação ocorridos nas Auto Estradas no distrito de Setúbal, todas elas patrulhadas pelo Destacamento de Trânsito de Setúbal da GNR, existem alguns que marcaram os militares que prestaram auxílio aos seus intervenientes. Face aos dramas a que assistimos, todos os dias nos questionamos:

 

Será que se os condutores se encontrassem devidamente informados as consequências seriam menos gravosas?

Um aspecto no qual centramos o nosso trabalho diariamente, nomeadamente nas acções de fiscalização rodoviária e em situações de auxílio aos condutores, é o esclarecimento sobre os procedimentos de segurança rodoviária a seguir.

 

Mas foquemo-nos agora nos acidentes rodoviários.

 

Vai ficar a conhecer a história de um condutor que, após se ver envolvido num acidente de viação, viu a sua vida mudar para sempre. Este foi um dos casos que ficou na memória dos militares desta unidade.

No dia 17 de Janeiro de 2007, cerca das 22H30, um agricultor após ter o seu rebanho de cabras a pastar, colocou-as dentro da cerca onde normalmente as fechava à noite. Inesperadamente às 04H00 do dia 18 de Janeiro de 2007, as cabras invadiram a Auto-Estrada n.º 2 sensivelmente ao Km6.9, perto do fórum Almada, quando começaram a ser atropeladas pelas viaturas que aí circulavam.

 

Numa dessas viaturas ligeiras de passageiros, vinha o condutor e mais duas ocupantes. Ao atropelar alguns animais viu a sua viatura imobilizada na via central da faixa de rodagem. O condutor de imediato ligou os “quatro piscas”, procedeu à colocação do colete reflector e do triângulo de pré-sinalização.

O que o mesmo não esperava era que, quando se encontrava na parte traseira do seu veículo, fosse atropelado por outra viatura e que a mesma não parasse no local. Além do condutor atropelado, também foram atingidos pela mesma viatura mais duas pessoas, ocupantes das viaturas que pararam na berma da Auto-estrada para auxiliar o condutor da viatura que se encontrava imobilizada na via central.

 

Todas as vítimas foram transportadas pelas autoridades para o Hospital Garcia de Horta em Almada, tendo duas destas ficado com ferimentos graves.

O Senhor Acácio, actualmente com 70 anos, condutor da viatura que atropelou os animais que ficou imobilizado na via central da faixa de rodagem, dirigia-se para casa quando o inesperado aconteceu. Após atropelar duas cabras sinalizou correctamente a viatura e quando se preparava para fechar a bagageira foi violentamente atropelado por outra viatura que não parou.

 

Seguiram-se vários internamentos e meses de reabilitação, todavia, a perna esquerda estava irremediavelmente perdida. A amputação foi a única solução e hoje sobrevive com a ajuda dos amigos que lhe levam as compras a casa evitando assim que este tenha que subir e descer várias vezes ao dia os 38 degraus que dão acesso ao segundo andar onde mora, sem elevador.

 

Mas, regressando ao dia do acidente, poucos segundos após o atropelamento do Senhor Acácio, dá-se novo atropelamento que deixa gravemente ferido o Senhor Ricardo, Sargento da Marinha que se encontrava noutra viatura que parou na berma para prestar auxílio. Habituado a levar uma vida activa, muito envolvido em actividades desportivas, nomeadamente no Centro de Educação Física da Armada (CEFA) na Base Naval do Alfeite, onde trabalha, com uma carreira promissora na Marinha viu-se confrontado com uma mudança radical no seu dia-a-dia.

 

As lesões provocadas pelo atropelamento provocaram paragens cardiorespiratórias repetidas no local do acidente, prontamente assistidas pela equipa de emergência médica. Esteva em coma seis dias, perda de memória, meses de internamentos e de fisioterapia. Não voltou a recuperar a mobilidade total da perna esquerda e após um ano de regresso à vida activa, como administrativo no CEFA está novamente internado podendo ter que vir a enfrentar nova intervenção cirúrgica.

 

Poderiam estes dois casos ter tido vidas diferentes depois daquele dia?

 

Mas, afinal o que fazer em caso de acidente na Auto-Estrada?

 

Em primeiro lugar devemos preservar a nossa segurança e a dos ocupantes. Tente parar a viatura na berma, sinalize-a em segurança ligando os “quatro piscas”, coloque o triângulo de sinalização a uma distância não inferior a 30 metros da retaguarda do veículo, de modo a ficar visível a uma distância mínima de 100 metros, utilizando para efeito o colete reflector que deve ser vestido mal saímos da viatura para assinalar a nossa presença na via e para que desta forma possamos ser visíveis pelos outros condutores.

 

Os ocupantes da viatura devem ser encaminhados logo para a berma, protegendo-se atrás dos vulgarmente conhecidos “rails metálicos”.

Também o condutor se deve dirigir para esse local seguro, imediatamente após sinalizar a viatura. O pedido de apoio deve ser solicitado às forças de segurança

 

- Destacamento de Trânsito de Setúbal da GNR: 212137780 ou 961197143 ou à concessionária da via

- Brisa: 808 508 508;

- Lusoponte/Gestiponte: 21 232 82 01 ou ainda através do número de emergência europeu

- 112.

 

E não se esqueça:

No caso de se tratar apenas de danos materiais opte, sempre que possível, por assinar a Declaração Amigável de Acidente Automóvel, que lhe poderá poupar tempo, preocupações desnecessárias e acima de tudo reduzir o tempo de permanência numa via potenciadora de efeitos devastadores em caso de acidente.

 

Sempre que haja feridos e/ou mortos é obrigatório chamar ao local a autoridade policial.

Há que referir que, mesmo fazendo tudo bem, o risco de estar parado sobre uma via de alta velocidade, como é uma Auto-estrada, é muitíssimo elevado. 

 

Por isso é também importante alertar que ao circular naquele tipo de via deve abrandar logo que se aperceba de qualquer sinalização de perigo, movimentações anormais, presença de veículos imobilizados ou peões sobre a faixa de rodagem.

 

Desta forma, mesmo que os condutores e ocupantes dos veículos acidentados não tenham procedido de forma correcta, a atitude defensiva dos restantes condutores, ao aproximarem-se de um local potenciador de acidentes, pode salvar vidas.

 

E já que estamos no rescaldo da Operação Páscoa há que relembrar que, embora o número de acidentes tenha diminuído para 911 (menos 129 que em 2009) e se tenha registado menos 1 morto, houve duas pessoas que faleceram e 23 que ficaram gravemente feridas.

Lembremo-nos do Senhor Acácio e do Senhor Ricardo que aceitaram ser citados neste texto e cujo exemplo poderá representar o drama que alguns dos 23 feridos graves terão que viver em consequência das lesões sofridas.

 

LEMBRE-SE… uma destas vítimas poderia ter sido você, um familiar seu ou um amigo!

Lembre-se que todas as vítimas têm nome, família, amigos, projectos pessoais e vidas para viver!

A sua acção pode fazer a diferença para si e para os outros.

Robson Lima - 08-04-2010 16:13

 

 http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=12160

 

http://cambiantevelador.blogs.sapo.pt/11022.html

 

 

Fim-de-semana teve aumento do número de mortos

A maioria das vítimas resultou de despistes. Houve oito mortos no último fim-de-semana

 

Foi um fim-de-semana com mais mortos nas estradas que o habitual. Oito pessoas morreram e 12 ficaram gravemente feridas. Seis mortes ocorreram no sábado e mais duas ontem, até à hora de fecho desta edição.

"A média diária costuma ser dois ou três, às vezes quatro. Mas seis mortos num dia não é normal. Foi um fim-de-semana com muitos mortos", explica ao i o Sargento Varela da GNR.

Um casal de 26 e 31 anos morreu esta madrugada após o carro se ter despistado na A1, próximo do Cartaxo, Santarém. Ainda no distrito de Santarém, outro despiste de um carro provocou um ferido grave e três ligeiros, que foram transportados para os hospitais de Santarém e das Caldas da Rainha.

Outro despiste, registado às 7h00 da manhã de ontem, na A24, em Peso da Régua, Vila Real, provocou mais um morto e dois feridos graves. A manhã ficou marcada por despistes, com outros dois a provocarem dois feridos graves, um em Faro e outro em Braga.

Dois peregrinos que se dirigiam a Fátima foram atropelados às 2h40 da madrugada de sábado na estrada nacional 238, na Aldeia de Porto Luz, Castelo Branco. Uma das vítimas, de 23 anos, morreu à frente dos pais e do marido.

Uma colisão entre um carro e um motociclo numa curva provocou um morto às 3h35 da madrugada de sábado, na nacional 109, perto de Ílhavo, Aveiro.

Já na manhã de sábado, uma colisão entre um tractor agrícola e uma bicicleta originou um ferido grave e dois ligeiros, na Nacional 1, em Aveiro. Um despiste de um tractor agrícola provocou um morto e um ferido grave por volta das 19h45. Já à noite, às 21h45, uma colisão entre um ligeiro e um ciclomotor provocou um morto e dois feridos graves, na Estrada Nacional 227, em Aveiro.

Durante as 24 horas do dia 1 de Maio ocorreram 221 acidentes, segundo dados da GNR. Nessa mesma altura houve o registo de 881 multas, com 67 detenções devido a excesso de álcool e 25 por falta de carta de condução.

 

http://www.ionline.pt/conteudo/58055-acidentes-fim-de-semana-teve-aumento-do-numero-mortos

 

 

Acidente na A24 provoca um morto e três feridos

 

O despiste de uma viatura, hoje, domingo, de manhã, na Auto-estrada nº 24 (A24), no sentido Lamego-Vila Real provocou um morto, um ferido grave e dois ligeiros. Todos residentes no Peso da Régua. As causas ainda são desconhecidas.

 

O acidente ocorreu cerca das 7.00 horas da manhã, num viaduto que fica imediatamente a seguir à Ponte Miguel Torga sobre o rio Douro. O Ford Fiesta embateu violentamente contra os rails de protecção e capotou.

Os dois ocupantes traseiros foram projectados para o exterior, caindo de uma altura de aproximadamente 45 metros para uma vinha.

Um dos ocupantes cuspidos, de 38 anos, foi encontrado pelos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua “ainda com sinais vitais”, segundo o comandante António Fonseca.

 

“A equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) procedeu a manobras de reanimação mas já não conseguiu salvar-lhe a vida”, disse ao JN. O ferido grave, de 26 anos, caiu em cima de um silvado, o que lhe amorteceu o embate no chão e, presumivelmente, lhe salvou a vida. Mesmo assim “sofreu um traumatismo craniano e fractura da cintura pélvica”, precisou António Fonseca.

 

Depois de estabilizado no local pela equipa da VMER foi evacuado de helicóptero para uma unidade hospitalar do Porto. Os dois ocupantes da frente tiveram ferimentos ligeiros, mas foram transportados para a unidade de Vila Real do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Um deles teve alta ao final da manhã, enquanto o outro teve de permanecer durante mais algumas horas para ser sujeito a diversos exames por suspeita de ter algumas costelas fracturadas.

 

Refira-se que os ocupantes traseiros foram projectados para o exterior da viatura por não trazerem o cinto de segurança colocado.

 

O condutor e o pendura traziam o cinto e por isso tiveram melhor sorte. O comandante dos Bombeiros Voluntários da Régua supõe que “se os passageiros dos bancos de trás trouxessem o cinto é provável que o desfecho deste acidente não fosse tão trágico”.

O despiste e as manobras de resgate das vítimas obrigaram ao corte da A24 durante grande parte da manhã, entre os nós de Valdigem (Lamego) e Peso da Régua, no sentido Lamego-Vila Real. O desvio do trânsito foi feito pela cidade da Régua.

 

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Vila%20Real&Concelho=Peso%20da%20R%E9gua&Option=Interior&content_id=1559064

 

 

 Dois peregrinos morrem a caminho de Fátima

Vítimas de atropelamento integravam um grupo de mais 15 pessoas

 

Dois peregrinos morreram ontem, sábado, a caminho de Fátima e um terceiro ficou ferido com gravidade, após terem sido colhidos por um automóvel na berma da Estrada Nacional 238, perto da Sertã.

 

Bombeiros e INEM encontraram um cenário de sangue, pânico e choque. Foi no Centro de Saúde da Sertã que muitos dos familiares e amigos das vítimas alguns dos quais testemunhas do brutal acidente receberam, durante horas, o apoio de uma equipa de psicólogos do INEM.

Entre as várias pessoas em choque, estava o marido de Sandra Nunes, a jovem de 24 anos, mãe de uma menina de 6 anos.

Tinha acabado de a ver perder a vida e agonizar até à morte.Também ele fazia parte do grupo de peregrinos que se dirigia para Fátima.

 

Os contornos do acidente estão ainda por apurar e a investigação está a cargo da GNR.

Sabe-se, para já, que a tragédia começou a desenhar-se cerca das duas horas e meia da madrugada, quando um grupo de mais de 15 peregrinos seguia na berma da EN238, junto à localidade de Porto da Cruz, no sentido Cernache do Bonjardim-Sertã, distrito de Castelo Branco.

O facto de ser noite, a ausência de iluminação e de bermas suficientemente largas e seguras para os peregrinos

(são quase inexistentes as do local do acidente) foram alguns dos ingredientes que ajudaram à tragédia.

 

O JN apurou que o grupo de caminhantes usava coletes reflectores e que o atropelamento pelo automóvel aconteceu após uma curva.

 

Muitos pedidos de socorro

O INEM recebeu a primeira chamada às 2.33 horas, mas outras seguiram-se em catadupa. Os bombeiros das corporações de Cernache do Bonjardim e da Sertã foram os primeiros a chegar e depararam-se com um cenário de sangue e de pânico. Sandra Nunes, de 24 anos, e Leonel Silva, de 45, ainda foram encontrados com vida, mas não conseguiram resistir aos graves ferimentos sofridos. Residiam no concelho da Sertã. Ele entrou em paragem cardio-respiratória e faleceu no local.

 

A jovem sofreu várias fracturas expostas e lesões abdominais. Ainda foi transportada para a urgência do Centro de Saúde da Sertã, mas o seu estado clínico era "incompatível com a vida", segundo os médicos. Um homem de 35 anos acabou por ser o único sobrevivente entre as três vítimas atropeladas. Fracturou a perna direita e foi encaminhado para o Hospital dos Covões.

No local do acidente, estiveram 15 bombeiros das corporações de Cernache do Bonjardim e da Sertã, INEM, GNR e duas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação de Coimbra e de Castelo Branco.

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Castelo%20Branco&Concelho=Sert%E3&Option=Interior&content_id=1558641

 

 

A29 reabriu ao trânsito

 

O despiste de um camião, cerca das 5 horas, causou um morto e cortou a A29 junto ao nó de Miramar, sensivelmente ao quilómetro 46, no sentido Norte Sul.

 

A auto-estrada só foi reaberta cerca das 17 horas, quase 12 horas após o acidente.

 

"O motorista foi projectado para a Nacional 109 e teve morte imediata", disse, ao JN, o tenente Silva Lopes, comandante do Destacamento de Trânsito do Porto. A cabine ficou totalmente destruída, praticamente irreconhecível, na sequência do acidente, que ocorreu cerca das 5.30 horas.

O pesado de mercadorias ficou com a cabine suspensa sobre a EN 109, o que está a dificultar as operações de remoção da viatura.

O reboque do camião, carregado de tintas, ficou a ocupar as duas faixas de rodagem mais à direita da A29, junto à saída para Miramar.

 

... O Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação (NICAV) esteve no local "a recolher vestígios" para tentar apurar as causas do acidente.

 

http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Vila%20Nova%20de%20Gaia&Option=Interior&content_id=1551528

 

 

Condutor que matou aluna continua a guiar

 

 Tribunal de Amarante suspende condenação a 18 meses 

 Livrou-se da cadeia e pode continuar a conduzir o automobilista que, em 2008, atropelou mortalmente uma menina de 12 anos numa passadeira, em Amarante.

 

António Guedes foi condenado ontem por "negligência grosseira" a uma pena suspensa de 18 meses de prisão.

O tribunal de Amarante deu como provado que o condutor, de 26 anos, atropelou Mariana Ferreira depois de esta ter percorrido metade da passadeira.

 

"A ameaça de pena de prisão é suficiente" para que o arguido repense a sua conduta, considerou a juíza.

 

Pesou também na decisão a atitude colaborante, a condição social do arguido e o seu cadastro limpo.

 

Depois de ouvir a decisão explicação da juíza, António Guedes, disse que não tinha percebido nada do que tinha sido dito.

Depois, confessou ao JN estar "aliviado", porque teve "sempre a certeza que foi um acidente".

 

A juíza justificou que condenou António Guedes, com base no Código da Estrada, considerando que aquele violou normas de segurança.

Apesar do arguido circular dos limites máximos de velocidade de circulação - segundo a prova produzida em tribunal, seguia a 50km/hora -, não foi previdente face à aproximação do aglomerado de alunos que estava na via pública após descer do autocarro.

 

O arguido livrou-se da pena acessória de inibição de condução pedida pelo Ministério Público.

 

Foi entendimento do tribunal, que "a sanção não se aplica neste tipo de crime".

 

Ninguém da família da vítima esteve no tribunal. O atropelamento ocorreu a 15 de Fevereiro de 2008, na Ponte do Pego, na EN15. A estudante morreu dois dias depois no hospital.

 

Na ocasião houve um corte de estrada e meses depois a

Câmara mudou a passadeira de local e rectificou a sinalização na zona.

 

 http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1554959

 

 

O egoísmo, a insensibilidade, a frieza de espírito, nascidos de um sistema que liquida os laços sociais de que a humanidade é fundamento, determinam e talvez expliquem este nosso amargo tempo.
Autor: Baptista-Bastos

 

 

publicado por cambiantevelador às 00:19
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