Sábado, 8 de Maio de 2010

Trabalhadores Rodoviários...

A Segurança dos Trabalhadores Rodoviários.

 

Todos os trabalhadores que utilizam a estrada como plataforma para o seu trabalho, seja enquanto ao serviço de empresas na manutenção das estradas ou enquanto condutores ao serviço de empresas e que utilizam um veículo como ferramenta de trabalho, todos são trabalhadores rodoviários.

 

As despesas com a assistência aos utentes numa concessionária de Auto-estradas podem ascender na proporção com a despesa de, cerca de três para um de receita - valores estimativos.

 

A assistência rodoviária é um serviço que obrigatoriamente terá de existir por força dos contratos de concessão, como forma de garantir níveis de segurança para os Utentes/Clientes das vias rodoviárias.

 

Numa lógica de redução de custos, existirá uma pressão no sentido de diminuir os encargos, principalmente, nos meios humanos. Nesta acção economicista, existirá tendencialmente uma vontade de “optimizar” a assistência rodoviária.

 

Contudo, este tipo de trabalho não se compadece com falta de meios humanos, apesar de eventuais meios técnicos ao dispor e implementação de tecnologia que possa contribuir como um valor acrescentado.

 

Nas funções de trabalhador rodoviário ao serviço da assistência rodoviária, existirá sempre um elevado grau de perigo, isto porque, os movimentos para um determinado tipo de execução de uma adequada sinalização e a necessidade de atenção à relação com os equipamentos que utiliza, bem como a atenção a terceiros, têm obrigatoriamente, um elevado grau de “Stress”.

 

Não entrando em definições técnicas do termo “Stress”, a palavra é de origem anglo-saxónica e vem da física. Utilizava-se para designar um esforço mecânico. Em mecânica, uma tensão para não causar danos, deve ser ocasional e permanecer abaixo de um determinado limiar.

O mesmo se passa com o “Stress”.

 

Desde a década de 1970 que as estradas se multiplicaram e melhoraram na maior parte dos casos.

Apesar de se perder algum romantismo das primeiras estradas, estas continuam a cumprir a sua função.

 

A opção de alguém em determinar a velocidade a que circulará, dependerá de um conjunto de circunstâncias muito objectivas como a qualidade da estrada, a intensidade do tráfego, a potência do carro ou o estado do tempo, etc., e as circunstâncias subjectivas como – a auto-avaliação das capacidades de condução, os horários a que a pessoa se sente obrigada num determinado momento, o risco de apanhar uma multa, etc.

 

Normalmente, o condutor supõe que escolheu uma velocidade média dentro daquilo que se convencionou chamar a "margem de segurança", ou seja, mais dez ou vinte quilómetros/hora, o que em auto-estrada rondará os 140 e os 150 Km/hora, praticados por 85% dos condutores.

 

Quem estiver atento ao tráfego, constatará que há veículos que se destacam, tais como: as viaturas topo de gama, as carrinhas de 9 lugares e os veículos pesados, entre eles, os de transporte de matérias inflamáveis.

 

Pela forma como cada um conduz o seu veículo específico e se relaciona com os outros condutores, talvez diga muito da maneira de cada um em estar na vida.

 

Desde o típico sai da frente ou passo por cima, mesmo que conduzam modelos de carros rápidos mas com segurança duvidosa face à velocidade que atingem, ou, ao condutor profissional de veículo pesado que, logo que liga o “pisca”, muda de direcção - às carrinhas de caixa aberta ou simples contentor de fibra, assim como as de 9 lugares, tantas vezes em velocidade excessiva e em alguns casos, apesar de possuírem a identificação das empresas a que pertencem, pode dizer muito, do que se passa nas nossas relações laborais e sociais.

 

Depois, quando os acidentes acontecem e vêm fazer as manchetes dos jornais, continuando apesar disso a fazer parecer que a vida custa mais a ganhar do que a perder, nunca se fala da responsabilidade social das empresas a que os veículos possam pertencer, como que os seus funcionários e profissionais não devessem dar o exemplo na estrada ao serviço da empresa, mesmo que, muitas empresas já anunciem uma boa política em relação à segurança rodoviária.

 

Assim, os acidentes de viação em trabalho, exprimem ainda mais uma violência social, uma violência nos métodos de trabalho de quem anda a conduzir nas estradas e que contribuem em muito para o elevado índice de acidentes rodoviários.

Portanto, a actividade de condução de veículos rodoviários, com tempos excessivos de condução, constitui, não apenas um risco para a segurança do condutor, mas, um risco agravado para a segurança rodoviária.

 

http://www.highways.gov.uk/knowledge/11349.aspx

 

http://translate.googleusercontent.com/translate_c?hl=pt-PT&sl=en&u=http://www.highways.gov.uk/knowledge/11349.aspx&prev=/search%3Fq%3DThe%2Bfatal%2Bcrashes%2Bon%2Bmotorways%2Bincreased%2Bin%2Brecent%2Btimes%26hl%3Dpt-PT&rurl=translate.google.pt&usg=ALkJrhhee9FTt-e6GbxdKFWPkEJLcUCOxg

 

http://whqlibdoc.who.int/HQ/2004/WHO_NMH_VIP_03.4_por.pdf

 

 

“Não importa o que te fizeram, o que importa é o que fazes com aquilo que te fizeram”. Jean Paul Sartre

 

 

publicado por cambiantevelador às 00:09
link do post | sujerir | favorito
|

.Mais sobre mim em breve

.pesquisar

 

.Agosto 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.posts recentes

. 406 Mortos nas estradas.....

. Auto-estradas sem Brigada...

. Condução Segura e Ecológi...

. Catástrofe Rodoviária…

. Portagens - CCUT 2014...

. Mais Vítimas na Estrada…

. Fim-de-semana negro...

. Travar a Sinistralidade.....

. Dê Férias à Velocidade…

. Crise Rodoviária em Portu...

.arquivos

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

.favorito

. Contrato Promessa

. MOBILIDADE GEOGRÁFICA LAB...

. Cidadania activa: o jorna...

blogs SAPO

.subscrever feeds