Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

Terror Rodoviário...

Terror Rodoviário - Campanhas de Segurança Rodoviária.

 

Uma boa campanha é aquela que se foca em comportamentos específicos e permite que o público correlacione de forma imediata

uma causa e um efeito, questione e altere atitudes.

 

http://www.dailymotion.com/video/xdknib_insoutenable-securite-routiere_auto

 

http://www.youtube.com/watch?v=FS5f73EHRhA

 

http://www.youtube.com/watch?v=23xr3JF-tz0&NR=1

 

http://www.youtube.com/watch?v=lsJs4AYa8sU&feature=related

 

http://www.liberation.fr/vous/0101640070-securite-routiere-trente-ans-d-images-plus-ou-moins-choc

  

Campanhas nacionais…

 

http://www.youtube.com/watch?v=NrKPqvh0GOM&feature=related

 

http://www.youtube.com/watch?v=gWG5KQ9gQZM&feature=relatedexemplo

 

http://www.youtube.com/watch?v=EB31xL9fAzw

 

http://www.aca-m.org/w/index.php5?title=%C3%93_ANSRs%2C_aprendam_a_comunicar_o_terror_rodovi%C3%A1rio

 

 

Sem informação é maior a angústia

  

A médica Filomena Araújo sentiu da pior maneira a confusão e a inoperância do sistema 14 de Agosto de 2004.

Já a noite tinha caído quando Filomena Araújo tentava, desesperadamente, saber notícias do filho.

Mas Nuno, de 23 anos, não atendia o telemóvel.

Perante a insistência do toque, alguém atende a chamada.

Mas não era a voz do Nuno.

 

Filomena Araújo quer saber o que se passa, mas mandam-na ligar para a GNR, porque a «confusão era grande».

Um brutal acidente ocorrera momentos antes, sendo que uma ultrapassagem mal calculada ceifou sete jovens vidas, em Montargil, concelho de Ponte de Sor.

 

Nuno Araújo estava entre as vítimas.

A mãe recorda ao DN os momentos difíceis vividos na angústia de não ter certezas absolutas. Mas quase.

«Da GNR mandaram-me ligar para o Centro de Saúde, que me recomendou que voltasse a ligar para a GNR.

Ninguém sabia dar informações», lamenta.

 

Filomena Araújo fez-se à estrada, mas a viagem de Évora a Ponte de Sor de pouco valeu.

O corpo do filho já não estava no centro de saúde, tendo seguido rumo a Évora.

O desespero aumentava a cada minuto e a dor ainda mais.

É por isso que três meses volvidos sobre o maior acidente rodoviário do último Verão - e um dos maiores destes ano, em número de vítimas - esta mãe, médica de profissão, não hesita em questionar o que designa de «tremenda» falta de informação com que se deparou no dia do

fatídico acidente.

 

«A vida dos cidadãos fica pouco facilitada» diz, lamentando «a confusão que levou a momentos de grande angústia».

As palavras saem-lhe em catadupa, quando aborda o caso.

Filomena Araújo justifica que tem sido útil falar, garantindo mesmo ser esta uma das armas a que família se tem «agarrado» para seguir em frente, a par da organização de algumas iniciativas, cujo objectivo é diminuir a sinistralidade nas estradas portuguesas.

«É preciso agir rapidamente, porque estas coisas não são só fatalismo», sublinha, recorrendo à sua experiência para pedir a elaboração de um

programa de mobilização social, sobretudo virado para os mais jovens.

Mas não só.

 

Diz que o País precisa de uma «cultura de segurança» e alerta que quando há determinados eventos, «têm que haver regras».

Em Montargil, parte dos sinistrados saíam de um casamento, pelo que Filomena Araújo questiona se não faria falta mobilizar «dois ou três polícias para o local?»

 

http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=590103

 

 

...Autoridades "continuam" a ignorar traumas rodoviários?

 

Morreram 50 mil pessoas nos últimos 30 anos, denuncia a organização Estrada Viva – Liga Contra o Trauma.

"As pessoas com responsabilidades públicas" continuam "adormecidas" perante o "pesadelo dos traumas rodoviários"

"morreram mais pessoas em desastres rodoviários no século XX do que em todas as guerras em que Portugal se viu envolvido".

Trata-se de uma "verdadeira epidemia social" e um "terrível problema de saúde pública com que Portugal tem preferido não se confrontar seriamente"

 

As estratégias de segurança rodoviária, mundial e europeia, enfatizam a necessidade de haver prioridade política, criar organismos responsáveis e dotá-los de recursos…

"Jornal de Notícias" 21 Nov. 2004

 

DN - Dia da Memória das Vítimas da Estrada

 

Em cada milhão de portugueses, 150 morrem em acidentes.

Pior só na Letónia e Lituânia

No Alto do Marão acendem-se hoje 220 velas.

Tantas quantas as pessoas que morreram no IP4, nos últimos 12 anos.

Os sinos da Sé de Évora vão tocar em memória das vítimas de acidentes.

E em todas as igrejas, de todas as confissões religiosas, serão feitas orações em memória dos mortos nas estradas.

No terceiro domingo de Novembro, a Europa celebra o Dia da Memória, efeméride que só há três anos passou a ser assinalada em Portugal, evocada, não por entidades oficiais, mas por grupos de cidadãos preocupados em «travar» a maior taxa europeia de sinistralidade rodoviária.

 

http://estradaviva.mobilidades.org/

 

Estradas portuguesas são as mais inseguras da União Europeia

 

Médico intensivista no Hospital de S. João, Salvador Massada

«Há sempre uma golden hour» e se esse momento se perde, a vida pode ser irrecuperável.

 

http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=590097

 

Uma nova vida passada numa cadeira de rodas

 

No dia 13 de Julho de 1998 a vida de David Peres mudou.

Um acidente, quando regressava a casa depois de um almoço com um amigo, deixou-o tetraplégico.

Tinha 20 anos.

Seis anos depois, David acabou o curso, iniciou um mestrado, voltou a nadar e integrou a Rodar (Associação de Lesionados Medulares), porque «ainda há muito a fazer em Portugal pelas vítimas de acidentes».

 

http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=590098

 

Uma pedra na estrada e a falência do sistema

 

Aos 40 anos, uma pedra de cinco quilos atravessou-se na vida de Miguel Vilar através do pára-brisas do carro.

A pedra resvalou do rodado de um camião à frente da sua viatura e atingiu Miguel em cheio na cabeça.

Ninguém sabe o que fazia um paralelepípedo cinzento no meio da auto-estrada.

Sabe-se que Miguel se despistou, já sem sentidos, e que passou um mês em coma, a lutar pela vida na cama de um hospital.

Luta, que para o neurologista António Damásio, é o exemplo extremo da força de vontade.

A força de querer fazer sempre bem tê-lo-á salvo.

 

Piloto de automóveis, empresário bem sucedido, casado, com filhos, habituado a arrancar

títulos na competição de quatro rodas, Miguel travou então a corrida pela recuperação da

qualidade de vida.

Perdeu as empresas, meses depois ficou divorciado, passou a ter problemas financeiros e viu-se obrigado, de um momento para o outro, a refazer tudo.

«Ninguém me perguntou nestes anos se precisava de uma aspirina», afirma.

A Brisa, empresa concessionária da A5, foi absolvida em tribunal.

O Fundo de Garantia Automóvel foi condenado a pagar uma indemnização. Mas recorreu. E voltou a perder. E voltou a recorrer...

Miguel Vilar espera, consumindo-se no desespero.

Assume a revolta e incompreensão contra o sistema.

«Sempre paguei tudo o que tinha para pagar. Até paguei para circular naquela estrada em condições de segurança.

Para que servem então os seguros?»

 

http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=590099

 

Associações puseram a nu o desleixo oficial

 

A constituição de associações de utentes da estrada trouxe a temática da sinistralidade rodoviária para a ordem do dia.

Por força das denúncias, dos alertas, da sensibilização para os múltiplos perigos, os acidentes de viação deixaram de ser «uma fatalidade» que só acontece aos outros.

Para a desgraça, percebeu-se, contribuí o desleixo, a incúria e a irresponsabilidade, tantas vezes protagonizada por organismos oficiais.

Obras necessárias adiadas, ausência ou deficiente sinalização, pavimentos inadequados, aliados a fiscalização incorrecta e incoerente ou a repressão tardia e ineficaz tornaram-se visíveis.

O ambiente e a estrutura partilham culpas até agora imputadas ao condutor.

 

http://estradaviva.mobilidades.org/documentos/Noticias2004.pdf

 

Faixa da sobrevivência no IP3

 

Ainda com a memória do último  acidente no km 69, do IP3, (curva junto à Ponte do Cunhedo/Penacova), que ceifou a vida de Ricardo Ferraz, presidente da Associação Académica do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, surge agora no horizonte uma parafernália de sinalização reflectora.

Dois dias depois do funeral do jovem, a sinalização naquele local foi alterada.

 

O km 69, um conhecido ponto negro, foi retocado com bandas cromáticas, concretizando-se uma intervenção programada desde Julho e que prevê o tratamento do piso e o alargamento da curva.

Ali, já morreram seis pessoas desde o ano passado.

Um saldo sinistro para uma curva pouco acentuada com alguma visibilidade e que entronca na ponte do Cunhedo.

Quem não conhece a perigosidade, conduz ali de forma diferente e o ramo de flores pendurado na berma causa arrepios.

Em ambos os sentidos são vários os sinais que nos remetem para a perda de vidas.

Cruzes, coroas com fitas negras, restos de pára-choques, vidros partidos...

Em determinados locais com duas faixas de rodagem no mesmo sentido, quando há «tolerância», as autoridades policiais montam um vasto dispositivo de vigilância e chegam a estrangular, propositadamente, uma das faixas.

Provocam o afunilamento provisório da via, certos de que, assim, não há acidentes.

Aliás, seria com este raciocínio que a descida do Botão , de forte inclinação, passou a ter apenas uma via.

Palco de impunidade e transgressões, a acrescentar à sinalização enganosa, ao piso derrapante, às curvas traiçoeiras, ao estreitamento de via com o separador central de betão e à ausência de escoamento de água, diariamente surgem calafrios até a quem palmilha o IP3 com

regularidade.

Sempre a rodar na faixa da sobrevivência.

 

http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=590101

 

 

Mais de 46 mil vítimas físicas de aciden tes

 

Até dia 14 de Novembro, de acordo com indicações das autoridades policiais, já morreram 1053 pessoas nas estradas e ruas portuguesas.

Os 165 mil acidentes de viação participados às polícias desde 1 de Janeiro causaram ainda 3719 feridos graves e mais de 42 mil ligeiros.

Os acidentes mais graves continuam a acontecer nas estradas do território continental, fiscalziadas pela GNR.

As patrulhas contaram nestes dez meses e meio 887 mortos em desastres.

 

http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=590102

 

 

"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais!!!"
Victor Hugo

 

 

 

 

publicado por cambiantevelador às 00:09
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