Sábado, 25 de Outubro de 2008

"Guerra civil" nas estradas...

 

"Guerra civil" nas estradas.
 
A 3 de Julho, uma mulher morreu na A25, na saída Viseu/Norte, junto a Boaldeia.
 
Foi o primeiro e único acidente rodoviário com vítima mortal registado após a conclusão, a 30 de Setembro de 2006, da transformação do
IP5 em auto-estrada.

O acidente foi a excepção de uma paz, quase completa, na estrada que sucedeu ao pesadelo do IP5, via onde morreram, desde a década de 80, centenas de pessoas,
a uma média de 25 por ano.
 
Índices de sinistralidade que lhe valeram o epíteto de
"estrada da morte" e a
tornaram a terceira mais perigosa em todo o Mundo.

Em 1998 um dos anos mais trágicos no IP5, perderam a vida naquela estrada 48 pessoas.
 
A filha de Manuel João Ramos, fundador e presidente da Associação de Cidadãos Auto mobilizados (ACAM), foi uma das vítimas inocentes da "incompetência técnica e política dos que conceberam e construíram aquela estrada de morte"
 
Naquele mesmo ano, cerca de 10 mil pessoas assinaram, e entregaram na Assembleia da República, uma petição pedindo medidas drásticas para o IP5. Exigia-se o fim da circulação dos veículos pesados. Era surrealista, mas tinha de ser. A tutela determinou a "Tolerância Zero", medida que obrigava a conduzir até 90 kms/hora.
 
Em 1999, era fundada a ACAM para combater a sinistralidade, a A25 custou 700 milhões.Em 1994, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações anunciou a transformação do IP5 em auto-estrada.
 
As obras foram adjudicadas, em 2001, na cidade da Guarda, na presença do então primeiro-ministro António Guterres. A concessão foi atribuída à
Lusoscut - Auto-Estradas da Beira Litoral, SA, em sistema de concepção, projecto, construção, financiamento, exploração e conservação dos troços.
 
 
O investimento total, superior a 700 milhões de euros, seria feito em regime de SCUT - Sem Custos para o Utilizador.
Um regime que ainda se mantém enquanto não houver alternativa rodoviária segura à actual A25.

 Estava finalmente duplicado o IP5, com perfil de auto-estrada, uma linha recta entre o Litoral e Espanha, num trajecto de 200 quilómetros.
Texto: Jornal de Notícias
 
"Quem espera sempre alcança... Belo paradoxo visto que quem espera não se move"
Sebastião Alves da Silva
 
 

publicado por cambiantevelador às 00:03
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