Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Vi(d)a pública...

 

 

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está,
nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. 
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a
 indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. 
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas
palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
 
 "O carácter é a marca indelével que determina o único valor verdadeiro de todas as pessoas e todo o seu trabalho.
(Orison Swett Marden (1850-1924)"
 
Sérgio Godinho - Os Sobriveventes.
http://www.youtube.com/watch?v=6C_U_wJY9ck
 
 

 

publicado por cambiantevelador às 21:25
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Acidentes de Viação - 2009...

 

 

O número de vítimas mortais em consequência de acidentes de viação cresceu em 2009.
Contrariando a tendência da última década, No ano passado, o Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) autopsiou 1155 pessoas que morreram na estrada, contra apenas 1000 em 2008. Ou seja, mais 155 portugueses perderam a vida no asfalto, o que significa um aumento de 15.5% de mortes.
Os dados do INML surgem no mesmo ano em que o governo anunciou ter ultrapassado todas as metas de redução do número de vítimas mortais na estrada. Em entrevista ao Expresso no ano passado, o ministro da Administração Interna.
Rui Pereira, afirmou: "Já atingimos os objectivos que estavam previstos para 2012".
Há poucos dias, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) revelou que os mortos em desastres desceram de 776, em 2008; para 738, no ano passado (menos 38 vítimas). Durante a apresentação dos resultados provisórios de 2009, Paulo Marques, da ANSR, salientou que este foi o "melhor ano de sempre em termos de vítimas mortais e feridos graves e o segundo de feridos ligeiros”.
Para Duarte Nuno Vieira, presidente do INML. A discrepância dos números entre as duas instituições revela que o sistema de contagem de mortos não traduz a realidade portuguesa:
"Não foi por acaso que insistimos nos últimos com os últimos governos para corrigirem a metodologia". Até ao final de 2009, Portugal era um dos poucos países da União Europeia que só contabilizava como vítimas mortais as pessoas que perdiam a vida no local do desastre ou a caminho do hospital, aplicando depois um coeficiente de agravamento de 14% para calcular o número de feridos graves que morriam no hospital.
0 novo método começou a ser aplicado já no início deste ano, registando os mortos até trinta dias após o acidente. A ANSR argumenta que as estatísticas do Instituto Nacional de Medicina Legal referem-se a óbitos "independentemente do tempo decorrido entre o acidente e a morte (mesmo meses depois), não permitindo estabelecer uma relação directa entre o ano em que ocorreu o acidente e o ano do óbito". Ainda segundo aquele organismo, a definição utilizada na UE o acidente de viação para efeitos estatísticos de sinistralidade "exige que o acidente tenha ocorrido na via pública, ou via privada desde que aberta ao trânsito público, e que o mesmo tenha sido reportado pelas forças de segurança", Essa definição tem como objectivo comparar a sinistralidade entre os vários países, "Objectivo que é diferente do INML".
Falta polícia na estrada independentemente do tipo de critérios usados pelas duas instituições, João Dias, do Núcleo de Investigação de Acidentes do Instituto Superior Técnico, mostra-se "muito preocupado" com a subida no número de óbitos registados pelo INML, "num período em que devido à crise as pessoas viajaram menos de automóvel e reduziram a velocidade". O especialista lembra que algumas das mortes não contabilizadas pela ANSR (mas que entram nas estatísticas da Medicina Legal) pouco influenciam as estatísticas finais, já que são pouco numerosas.
 Um exemplo?
"Os agricultores que morrem ao volante de tractores num terreno particular". Um oficial da GNR faz uma relação directa entre as mortes e o fim da Brigada de Trânsito. "Os automobilistas não vêem polícias na estrada e conduzem com demasiado à-vontade".
Carlos Barbosa, do Automóvel Club de Portugal, corrobora: "A extinção da BT foi fatal. Deixou de haver fiscalização programada". Sobre estas questões, o ministro Rui Pereira remeteu para a ANSR.
Estado perde 12 milhões em multas
Valor arrecadado é o mais baixo desde 2006. Autoridades 'fecham os olhos' às infracções na estrada Em 2009, foi passada uma multa de trânsito a cada 30 segundos. O ritmo parece grande, mas já foi bem mais acelerado. No total, as autoridades 'apanharam' menos 467 mil infracções na estrada do que em 2008. E a diferença reflecte-se nos cofres públicos: as cerca de um milhão de multas passadas renderam ao Estado €69,5 milhões, menos 12 milhões do que no ano anterior.
É o valor mais baixo dos últimos quatro anos, segundo números da Direcção-Geral do Orçamento, Não sendo de crer que os condutores portugueses se tenham tornado subitamente mais cumpridores ao volante, a explicação para a acentuada diminuição das multas parece residir sobretudo no comportamento das autoridades, mais dispostas a 'fechar os olhos' às infracções.
Em protesto contra a extinção da Brigada de Trânsito (BT), os mais de dois mil militares que compunham aquela unidade da GNR iniciaram há um ano uma greve às multas, que ainda se mantém.
"Há semanas inteiras em que não passamos nenhuma multa de trânsito, à excepção das de excesso de velocidade que são automáticas por causa dos radares. Em relação ao álcool há destacamentos onde se passavam 400 a 500 autos de contra-ordenação por ano e em 2009 não se fizeram mais de 70 ou 80", diz José Alho, presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda.
O protesto contra a reestruturação da GNR está a custar caro mas é para continuar', garante José Alho, que segunda-feira vai reunir com o ministro da Administração Interna para discutir as mudanças, juntamente com antigos elementos da BT. Não é apenas na GNR que há mais permissividade face as infracções.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, assegura que, apesar de não existir nenhum protesto organizado, também na PSP "há agora uma sensibilidade diferente" em relação às multas. "No sindicato ouvimos muitas vezes os agentes a dizer que não vão passar coimas ao cidadão só porque ele passou um traço contínuo, por exemplo, quando há uma conjuntura de crise e o Governo só retira direitos às pessoas", relata.
Contestações aumentam
O Estado arrecadou em 2009 menos 29% do que estimava ganhar em receitas provenientes das multas. O grau de execução tem, aliás, vindo a descer desde 2007, ao contrário das contestações apresentadas pelos condutores, que não tem parado de subir.
No ano passado, cerca de 6% das multas foram contestadas, obrigando a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) - que em 2007 substituiu a Direcção-Geral de Viação (DGV) - a decidir 3500 processos por dia. Muitos mais, no entanto, ficam a aguardar resposta, acabando, por vezes, por prescrever.
"Nos últimos dias aliás, não recebi uma única decisão da ANSR sobre qualquer processo. Os cerca de 500 que acompanhei em 2007 acabaram todos por prescrever", conta Teresa Lume, especialista em Direito Rodoviário.
"A DGV funcionava. A ANSR não. Ou, pelo menos, tem grandes dificuldades. A morosidade aumentou muito", acrescenta a advogada Elisa Dias. Indiferente às críticas, a ANSR assegura que o balanço dos seus primeiros dois anos de existência ”é francamente positivo”. Já o Ministério da Administração Interna recusou fazer quaisquer comentários. - EXPRESSO 23/01/10
Acidente na A4 faz cinco mortos e três feridos
http://www.youtube.com/watch?v=yMqwhZ1MfrU
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1478983
Condutor tenta atropelar militar da GNR
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1473429
Jovem não vai preso por morte de varredor
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1470205#AreaComentarios
Um morto em carrinha esmagada por camiões
 
Acidente em final de festa matou jovem de 18 anos
Despiste faz um morto e três feridos
Morre atropelado por táxi roubado a caminho da horta
 Portuguesa morre num acidente na Catalunha
 
A estúpida conjuntura da nossa administração pública!
 
O estúpido não sabe que é estúpido e, isso contribui portentosamente para dar maior força, incidência e eficácia à sua acção devastadora.
 
O estúpido surgirá imprevistamente para nos estragar os planos, nos destruir a paz, nos complicar a vida e o trabalho, fazendo-nos perder dinheiro, tempo, bom humor, apetite e produtividade. Tudo isto, sem malícia, sem remorso e sem razão. “Estupidamente"
 
 
 
 
 
 
publicado por cambiantevelador às 00:38
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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Velocidade de Segurança...

 

‘Gestão das cidades é muito insuficiente’
«A gestão das cidades portuguesas, apesar dos elevados progressos, continua num patamar, na maioria dos casos, ainda muito insuficiente para responder aos desafios da competitividade, não por razões de hardware – equipamentos físicos e materiais –, mas, principalmente, por razões de software – conhecimento, qualificação de recursos e posicionamento competitivo».
 
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=156540
 
15 Concelhos vão limitar velocidade a 30 km/hora
O aumento dos atropelamentos nas zonas urbanas e o congestionamento do tráfego já levou 15 cidades e vilas portuguesas a começar a implementar um limite de velocidade máximo de 30 km/hora em algumas vias ou bairros. Em Lisboa já existe uma, no Bairro Azul e, segundo a câmara, está a ser um sucesso.
As "zonas 30" são assim designadas porque o método mais marcante de moderação nestas áreas é a limitação de velocidade máxima a 30 km/hora, embora a criação de zonas pedonais e de outros obstáculos à circulação automóvel também sejam características deste "conceito".
Os atropelamentos mortais subiram 30% este ano em relação a 2009, com 40 mortes nas cidades portugueses.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/Interior.aspx?content_id=1443104
 
 
Estreitamento de vias e passadeiras sobrelevadas para reduzir velocidade.
"Não basta colocar sinalética", frisa o presidente do Observatório da Segurança das Estadas e Cidades, Nuno Salpico, defendendo o estreitamento das vias, a supressão do número das mesmas e passadeiras sobrelevadas junto a escolas, lares de idosos, hospitais ou estações de transportes públicos.
"Está provado que alguém atropelado a uma velocidade de 50 km/h tem 50% de hipóteses de sobreviver. Se o acidente se der a 30 km/h, as hipóteses aumentam para 90%."
José Miguel Trigoso, da Prevenção Rodoviária Portuguesa, acrescenta: "Um pequeno excesso de velocidade em meio urbano tem mais impacto negativo do que um grande excesso em vias urbanas". Por isso defende as "zona 30", mas "a sinalética só não resulta".
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1443109
 
Brisa recebeu este ano 35 queixas de utentes por apedrejamentos
Desde o início do ano, a Brisa recebeu 35 reclamações relativas a apedrejamentos em viadutos e passagens pedonais - uma média de quatro queixas por mês.
O arremesso de objectos contra veículos em movimento constitui crime previsto no Código Penal, punido com pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias. Se, em consequência do acto forem atingidos veículos e pessoas, o autor pode ainda ser punido pelos crimes de homicídio, ofensa à integridade física (se apenas resultarem danos corporais) ou dano patrimonial.
A Brisa não se responsabiliza pelos mesmos. "A prevenção é feita de forma voluntária porque as passagens superiores - viadutos - não integram a rede Brisa"...
De Agosto de 2008 a Junho de 2009, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco) recebeu 86 queixas referentes a problemas com as concessionárias portuguesas de auto-estradas.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1334768
 
Utentes querem melhor pavimento nas Auto-estradas
Os utentes das auto-estradas portuguesas consideram o mau estado do pavimento como principal factor de insegurança daquelas vias e os congestionamentos como principal razão nos atrasos, segundo um inquérito…
No entanto, de acordo com os dados divulgados, apesar da nota positiva que os inquiridos dão ao pavimento - 6,9 valore - quase 50 por cento dos condutores consideram que o mau estado dos pavimentos é o principal factor de insegurança numa auto-estrada, apesar de só 14,4 por cento sugerirem a melhoria do estado do piso.
Já no que diz respeito a atrasos, perto de 23 por cento dos condutores inquiridos têm atrasos frequentes e, destes, 77,2 por cento culpam o congestionamento no tráfego.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1307857
 
SAFESPEED
Estratégias de gestão da velocidade…
19-01-2010
Desenvolver uma ferramenta de apoio à definição dos limites de velocidade adequados a cada ambiente rodoviário (urbano, suburbano, rural) e soluções integradas de traçado capazes de reduzir o número de acidentes rodoviários nas estradas portuguesas são os objectivos centrais do projecto, em curso,
 
Este projecto inovador, que reúne 8 investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e de Engenharia do Porto (FEUP) e da Universidade do Minho, apoiados por alunos de Doutoramento, é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

(…) O resultado final do projecto passa ainda pela criação, para cada velocidade legal, de
soluções capazes de induzir naturalmente o condutor a adoptar comportamentos compatíveis com o ambiente rodoviário que atravessa.
 
Isso será conseguido através da utilização de medidas de acalmia de tráfego que podem passar, p. ex., pela implantação de rotundas, gincanas, alteração de pavimentos, ou reforço da iluminação pública.
 
Estas medidas actuam, quer fisicamente, quer por coação psicológica sobre o condutor impedindo-o de adoptar comportamentos desajustados à velocidade pretendida.

(…) Mais de metade das estradas portuguesas têm limites de velocidade abaixo do aconselhável, levando ao descrédito das regras e à transgressão, disse uma investigadora da Universidade de Coimbra que está a estudar os limites adequados a cada troço.
A especialista em transportes e segurança rodoviárias, docente na FCTUC, frisou que a desadequação do limite de velocidade às características da estrada “viola as naturais expectativas do condutor, que acaba por transgredir” e tem como efeito “o descrédito total” das regras de trânsito.
(…) A investigadora falava à Lusa a propósito de um projecto, denominado "Safespeed - Estratégias de Gestão de Velocidade", que arrancou há um ano e visa criar um sistema que permita adaptar o limite de velocidade legal às características da via, obrigando o condutor a respeitar esse limite, através de ferramentas de “coacção física e psicológica”.
(…) O estudo, que tem o apoio da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, abrange a zona Norte do país, nomeadamente Famalicão, Guimarães, Braga e Felgueiras, mas o objectivo é que as conclusões sejam aplicadas em todo o país.
http://www.testdrive.pt/comercio_e_industria/especiais_detalhe.php?Id=4932
http://www.safespeed.org.uk/
 
Dados sobre segurança rodoviária em 2009
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, preside à cerimónia de apresentação dos dados, com a presença também de Paulo Marques, presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Luís Branco, da GNR, Jacinto Jesus Moreira, da PSP, Patrícia Gaspar, da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), e Artur Manuel Martins, do INEM.
 
O capitão da GNR João Figueiredo disse (…) que o balanço da Operação Ano Novo da Guarda Nacional Republicana, que se iniciou às zero horas de quarta-feira e terminou às 24h de domingo, «é preocupante», tendo sido registados oito mortos (mais um relativamente ao período homólogo de 2008), 28 feridos graves e 396 feridos ligeiros.
 
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=158839
 
Noções de Topografia Para Projectos Rodoviários
 
http://www.topografiageral.com/Curso/capitulo%2007.php
 
Será que o Ministério da Administração Interna está a seguir uma política de segurança rodoviária em que já não acredita?!
 
'Perderei a minha utilidade no dia em que abafar a voz da consciência em mim'.
Mahatma Gandhi
 
 
 

 

 

publicado por cambiantevelador às 00:24
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

A8...

 

  

Auto-estrada do Oeste
Bela e perigosa, a Auto-estrada 8 recebe nota negativa do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades devido a violações de normas de construção, que colocam em perigo os automobilistas.

Francisco Salpico, coordenador do levantamento realizado pelo OSEC, alerta que a auto-estrada do Oeste "está entre as mais perigosas do país".
Instado há mais de uma semana a fornecer dados sobre acidentes na A8, e quais as zonas de maior acumulação de sinistros, o comando-geral da GNR prometeu disponibilizar as informações. Um dia depois, o gabinete de imprensa da força policial fez saber que não podia satisfazer o pedido, encaminhando para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Este organismo, que coordena a política do Governo em matéria de segurança rodoviária, também não respondeu.
(…) Os trabalhos em curso, a cargo da empresa Auto-estradas do Atlântico, participada pela Brisa e que detém a concessão da A8, fazem parte da empreitada de reabilitação e alargamento do lanço CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa)… As três vias de circulação vão escoando o tráfego até à saída para a A9 (Circular Regional Exterior de Lisboa).
A necessidade do alargamento é ditada pelo facto de o tráfego médio diário anual entre Loures e a Malveira já ultrapassar os 35 mil veículos.

O piso irregular em betão, em notório mau estado, será substituído por uma mistura betuminosa modificada a partir de borracha reciclada de pneus.
Esta solução permite reduzir o barulho provocado pela circulação de tráfego - além de aumentar o conforto para os utilizadores e, espera-se, assegurar também melhores condições da drenagem transversal e longitudinal à auto-estrada.
(…) o estudo do OSEC, organismo não governamental composto por magistrados, técnicos e autoridades de segurança, salienta a violação das normas técnicas relativas à inclinação excessiva da via, com descidas em distâncias muito superiores ao estabelecido. Além disso, há inúmeros pontos de risco de hidroplanagem, incumprimento dos raios para as curvas verticais (lombas) o que reduz "de forma grave" as distâncias de visibilidade e de paragem. Mais problemas detectados por aquele organismo: curvas em planta muito apertadas, geradoras de elevadas acelerações centrífugas, que potenciam a perda de controlo da direcção do veículo.

Francisco Salpico destaca um caso entre as inúmeras situações de violação: uma curva, pouco antes do quilómetro 19, com um raio de 430 metros, onde a velocidade específica (factor que define até onde estão asseguradas condições mínimas de segurança) é de apenas 97 quilómetros/hora. Este valor é muito inferior à velocidade de tráfego (que se admite ser praticada por 85 por cento dos condutores) e que ronda os 145 quilómetros por hora. Mesmo circulando à velocidade máxima permitida na auto-estrada, o automobilista corre perigo de acidente muito acima do valor limite de segurança do traçado da via.

Em Portugal, parece ser assim: quando não é a via que complica, são os condutores que insistem em colocar em risco a sua segurança e a dos outros...

A segurança rodoviária, para Nuno Salpico, presidente do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades, "é sobretudo um problema de engenharia de transportes".

O relatório do OSEC defende a revisão da Norma de Traçado portuguesa, como aconselha o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, de forma a estimar correctamente a velocidade de tráfego, para evitar que se permita, "ilicitamente, a construção de estradas mais baratas à custa da insegurança".
As curvas de raio reduzido (dos 430 aos 600 metros), que deviam ultrapassar os mil metros, associadas à perda de atrito com pavimento molhado, "potenciam o despiste…
Trabalho originalmente publicado no suplemente Cidades, de 24/01/2010
http://www.publico.clix.pt/Local/os-riscos-da-autoestrada-que-colocou-uma-regiao-no-mapa_1419456
Corte na CREL (Cintura Regional Exterior de Lisboa) lançou o caos nos acessos à capital
Milhares de pessoas chegaram atrasadas ao emprego e o "inferno" está para durar
O corte da CREL entre o nó de acesso à A16 e o nó de Belas, em Sintra, provocou uma manhã de caos nos acessos a Lisboa. E há más notícias para os condutores: as obras de remoção das terras, depois da derrocada de sexta-feira, não devem terminar tão cedo.
 
O corte da CREL obrigou os cerca de 40 mil automobilistas que diariamente utilizavam esta via para se deslocar de um ponto dos subúrbios da capital para outro a atravessar a cidade para chegar ao seu destino. A afluência extra de carros acabou por sobrecarregar vias já de si muito movimentadas como o Eixo Norte-Sul e a Segunda Circular, onde se verificaram intensos engarrafamentos.
 
Também estradas alternativas de acesso à cidade, como a A8, a Calçada de Carriche e o IC19 registaram congestionamentos maiores do que o habitual.
 
Os condutores que se preparem, o “inferno”, é para continuar: a Brisa, empresa concessionária da CREL admite que a via possa continuar cortada entre o nó de ligação à A16 e o nó de Belas durante as próximas semanas.
 
Ao quilómetro nove da via, na zona onde, na sexta-feira, aconteceu a derrocada, as retroescavadoras continuam a retirar as toneladas de terras, pedras, árvores e postes que obstruem, por completo, as seis faixas de rodagem…
 
http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-pais/2010/1/brisa-diz-que-regularizacao-da-circulacao-na-crel-vai-demorar-semanas25-01-2010-153131.htm
Portagens -Cobrança virtual nas SCUT já está no terreno Económico com Lusa   17/01/10
A entrada em vigor de portagens nas auto-estradas do Norte sem custos para os utilizadores (SCUT), cenário avançado pelo Governo ainda no Executivo anterior, está dependente da publicação de uma portaria que permita a instalação de um 'chip' nos veículos, o que até ao momento não sucedeu. Um método alternativo não é ainda, nesta fase, uma alternativa fora de questão.
A concessão Costa da Prata engloba troços do IC1, A17, A25, A29 e A44 entre Mira e Gaia, a SCUT Grande Porto inclui parte do IP4, IC24, IC25, A4, A41, A42 e a Via Regional Interna, ao passo que da SCUT Norte Litoral, entre o Porto e Viana do Castelo, fazem parte troços do IP9, IC1, A27 e A28.
Em 2008, Cavaco Silva (…) fez então acompanhar a promulgação de uma mensagem, onde referia que "as dúvidas quanto à limitação à reserva de intimidade da vida privada dos cidadãos que o novo mecanismo de identificação e detecção electrónica de veículos suscita (...) poderão ser resolvidas pelo Governo no decreto-lei a aprovar ao abrigo da autorização contida na lei agora promulgada".
Até porque existem várias questões pendentes, entre as quais a cobrança das portagens a veículos sem esse 'chip" ou mesmo viaturas de matrícula estrangeira.
A introdução deste sistema não põe em causa a continuação da Via Verde, uma vez que os seus utilizadores têm apenas que autorizar que os identificadores que já possuem sejam lidos nas vias geridas pelo Sistema de Identificação Electrónica de Veículos (SIEV), sociedade que vai gerir este sistema.
http://economico.sapo.pt/noticias/cobranca-electronica-nas-autoestradas-ja-esta-no-terreno_78955.html
INIR IP
http://www.inir.pt/portal/LinkClick.aspx?fileticket=MaOJwvtYvuQ%3D&tabid=116&mid=487&language=pt-PT
 

"Já não é leve o perigo, quando parece leve."

Francis Bacon

 

 
 

 

publicado por cambiantevelador às 22:41
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Carros do Estado...

 

Organismos de segurança rodoviária pedem fim do regime de excepção
   Oitenta por cento dos carros do Estado circulam sem seguro  22.01.2010
Um levantamento da Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP) relativo a 2009 refere que apenas 5572 das 28.793 viaturas do Estado estão seguradas.
A maior parte dos veículos sem seguro pertence ao Ministério da Administração Interna (MAI)…
"O Estado tem todo o interesse em que os seus motoristas tenham seguro, pois, em caso de acidentes graves, com elevados danos e indemnizações para pagar, sabe-se que isso pode ser um problema grave para o próprio Estado, uma vez que o condutor culpado não possui meios financeiros para pagar", refere Nuno Salpico, do Observatório de Segurança das Estradas e Cidades.

Para Manuel João Ramos, da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), já não faz sentido que as viaturas do Estado estejam isentas.
"O que se constata actualmente é que os condutores dos carros do Estado são sujeitos a uma situação de quase chantagem por parte dos detentores de cargos públicos.
http://publico.pt/Sociedade/oitenta-por-cento-dos-carros-do-estado-circulam-sem-seguro_1419156
Lisboa: Vítimas recuperam de violento acidente com veículos de estado Ministro na pele de ‘superpolícia’
 
(...) ferimentos graves no secretário-geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), Mário Mendes, e ao mesmo tempo no seu adjunto poderá levar a um ‘vazio’ temporário no cargo conhecido por ‘superpolícia’.
(…) o juiz-conselheiro Mário Mendes foi o ferido mais grave do acidente que envolveu também o veículo oficial do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, onde seguia apenas o motorista, que escapou ileso.
 (…) a Associação de Cidadãos Auto-mobilizados, reivindicou a instalação de tacógrafos nas viaturas oficiais do Estado para evitar ocorrências semelhantes. A organização exigiu ainda ao ministro da Administração Interna a clarificação do conceito de marcha urgente de interesse público, para saber se uma cerimónia de tomada de posse se enquadra nessa definição.
 
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010&contentid=98D65E9D-A93C-4D0E-8794-102E9698470C&goComments=1
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/mario-mendes-sisi-acidente-lisboa-feridos-tvi24/1106396-4071.html
http://www.publico.clix.pt/Sociedade/mario-mendes-bateu-a-120-quilometroshora-mas-acidente-nao-sera-investigado-pelo-mp_1417967
Acidente:
http://www.youtube.com/watch?v=NiqW2OOJ0bQ
http://www.youtube.com/watch?v=-6w98hBskjs
OSEC: Acidente de Mário Mendes é crime público
http://maisactual.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=25205&Itemid=36
 
ACP defende participação ao Ministério Público de acidente de Mário Mendes15 de Janeiro de 2010   
 
"Não enviar para o Ministério Público (MP) as averiguações do acidente que envolveu Mário Mendes, que circulava a 120 km/h numa zona onde a velocidade máxima permitida é de 50 km/hora, é uma machadada na credibilidade das autoridades" (…)
 
Segundo o ACP, presidido por Carlos Barbosa, "é muito difícil lutar pela mudança de comportamentos e atitudes quando o exemplo não vem de cima".
 
http://www.ionline.pt/conteudo/42134-acp-defende-participacao-ao-ministerio-publico-acidente-mario-mendes-
Presidente do ACP em excesso de velocidade
26 Novembro 2009 - O presidente do Automóvel Club de Portugal - recentemente eleito vice-presidente da Federação Internacional do Automóvel – foi apanhado em excesso de velocidade pelo radar da GNR instalado ao km 167 do IP2 (recta de Gáfete), Portalegre.
 
(…) Um militar do Destacamento de Trânsito da GNR de Portalegre, que se encontrava em serviço gratificado pago pela organização da Baja, estava simultaneamente a operar o radar fotográfico de velocidade e detectou Carlos Barbosa a 119 km/h numa zona onde o limite é de 90 km/h.
(…) direito de resposta: 'O presidente do ACP não pagou na hora a coima, não assinou o auto e deixou um cheque de 60 euros de caução, conforme o previsto pelo Código da Estrada.
http://www.correiodamanha.pt/Comentar.aspx?channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010&contentid=87F58C33-CD61-420F-8B97-5B5D732B2F8C
 
Vereador apanhado com excesso de álcool na A9
A Câmara de Odivelas arquivou o processo do vereador que em Dezembro circulava na A9 com uma taxa de alcoolemia considerado crime…
 
Na altura do acidente, fonte da GNR disse à Lusa que tinha sido contactado o Procurador de Turno do Tribunal Judicial de Loures, "que ordenou a constituição de arguido, a aplicação do termo de identidade e residência e o auto de libertação.
 
Segundo o Código da Estrada, a condução com uma taxa de alcoolemia superior a 1,2 g/l é considerada crime e punida com pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias.
 
http://www.ionline.pt/conteudo/40437-camara-odivelas-arquiva-processo-vereador-apanhado-com-excesso-alcool-na-a9
Multas:
 http://cambiantevelador.blogs.sapo.pt/1594.html
 
Quereis conhecer um homem? Dai-lhe um grande poder. Pittaco
 
publicado por cambiantevelador às 01:39
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Sinistralidade grave...

 

GNR querem abandonar a Brigada de Trânsito
A desmotivação está a tomar conta dos militares da GNR que integram a Unidade Nacional de Trânsito (UNT), criada há cerca de um ano para substituir a Brigada de Trânsito (BT), ao ponto de alguns dos 167 elementos das unidades de Lisboa e Porto pretenderem sair.
Depois, há a "discriminação". Por exemplo, enquanto um efectivo da UNT, em 2009, ganhou em gratificações 40 euros, um colega seu, mas pertencente à Divisão de Trânsito de Setúbal, recebeu entre 2000 e 2500 euros.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1472426
AUTOMOTOR - Saudades da BT?
Quando extinguiu a Brigada de Trânsito (BT) e criou a Unidade Nacional de Trânsito (UNT), Rui Pereira já esperaria, porventura, algumas dores de cabeça provocadas pela contestação dos cerca de 2000 militares “excluídos” do processo.
A instalação de uma rede nacional de radares, a simplificação do processo contra-ordenacional e a melhoria da sinalização e do ensino de condução são apostas do MAI para 2010.
Operacionalidade dos Destacamentos 2008/2009
Os novos Destacamentos de Trânsito (DT) não têm um comando único, (cada comandante sua sentença), a logística tornou-se péssima, desde Janeiro de 2009 não existe qualquer formação / actualização, o principal problema, é a intensificação dos desvios de patrulhas para o radar, e a mudança de áreas do dispositivo que a reestruturação acarretou.
 Com o desvio de patrulhas para o radar, perde-se visibilidade de meios nas estradas, estes são concentrados num determinado local, não a prevenir, mas a sancionar. Exemplos, os famosos 310 excessos de velocidade numa recta (Gafte) no distrito de Portalegre, zona bem sinalizada, sem registo de acidentes.
 Mas isto acontece por todo o país, Bragança dos 2776 autos elaborados 1710 foram autos de radar, Leiria 5323/3886 (Autos totais/Autos Radar), Santarém 5795/3805, Carregado 3974/3461, sendo que nesse DT foram elaborados 156 Autos de Balanças (Excesso de Peso) durante todo o ano de 2009 o efectivo elaborou 357 autos.
A outra face e esta mais grave é a disposição actual do raio de acção dos DT, na BT, estes estavam distribuídos em Raio, hoje é em Leque.
Antes a distribuição das patrulhas era feita não olhando a Distritos, Comarcas ou área de jurisdição da GNR ou PSP, o caso mais flagrante é o Distrito de Santarém que quase duplicou os mortos em acidente de viação, se antes a Sul nas estradas nacionais 10, 118 e 119, existia um reforço do DT do Carregado, a Norte na A1 entre o nó da A23 (Torres Novas) e Fátima era Leiria, Sub.-Destacamento (SDT) dos Pousos, que policiava, hoje existe um maior esforço de Santarém, pois ficou com essas áreas, ou seja não as policia.
Só na recta do Cabo (EN10) entre o km 110 e 118 existiram 6 mortes em 2009, área hoje da PSP, que também não é policiada.
A situação dos números dos DT, não é pior, porque a sinistralidade grave que aumentou, muita dela, quem toma conta do sinistro é o Posto Territorial (PT) da Área, como tal também existe um esforço suplementar para eles.
A diferença torna-se mais catastrófica, se comparar só os números de mortos registados pelos Núcleos de Investigação de Acidentes de Viação (NICAV) dos DT actuais, retirando o DT Lisboa (extinto em 2009), e este contabilizou 62 mortos em 2008, a diferença é assim de 686 em 2008, mais 77 mortos, mais 11,2% em 2009.
 Desde Janeiro, é o que denunciamos, mas os números são forjados, infelizmente morreram mais pessoas na operação Ano Novo, (Operação com menos 1 dia que 2008/09) aliás, como em todas as operações de 2009, terminaram 24h antes.
Operação Ano Novo 2008 - INICIO 30 DE DEZEMBRO 2008 e FIM 04 JANEIRO 2009 VS INICIO 30 DE DEZEMBRO 2009 FIM 03 JANEIRO 2010.
Por ter existido mais uma morte, já houve um grande alarido, quantas se poderiam evitar se emendassem o erro que está á vista de todos, todos os outros factores que são conhecidos, má construção e sinalização das vias, má formação quer técnica quer prática dos condutores, bem como a falta de civismo, junto com a extinção da BT, e a fiscalização/visibilidade actual, estão a fazer uma "mistura" explosiva. 
Também o próprio comando da GNR tenta a todo custo forjar o erro, é acidentes que estão referenciados como tal, nos Boletins Estatísticos (BAEV) da ANSR e foram emanadas ordens para passarem a ocorrências, logo não são contabilizados.
As várias situações que têm surgido, de anulação de processos em tribunal, na ANSR, antes a BT tinha um Gabinete de Estudos que mal saia legislação nova, pedia procedimentos perante as entidades responsáveis, hoje, é o que se tem visto.
 A fiscalização de Pesados não existe, desde 2006 que existem os tacógrafos digitais, e não existem aparelhos para os fiscalizar.
A desmotivação da extinção de uma unidade eficaz, bem como os erros que teimaram em acontecer durante o passado Ano, fez com que os na mesma área dos DT tivessem existido mais 2383 Acidentes, mais 23 Mortos, mais 774 Feridos Graves e mais 553 Feridos Ligeiros.
Os Autos de Contra-ordenação baixaram de 334187 em 2008 para 200155 em 2009, também o processo-crime baixaram 44,2%. A Unidade Nacional de Trânsito (UNT) repartida por Lisboa e Porto elaborou mais 2827 Autos que o Grupo de Acção Conjunta (GAC) que era unicamente em Lisboa, mas menos 483 processos-crime (NUIPC).
O que no final de 2008, se pensava que iria ser uma boa reestruturação, acabar com os Grupos Regionais de Trânsito (GRT) para os DT responderem mais rapidamente ao Comando da Unidade UNT, foi o contrário, a divisão de uma unidade em dezoito.
Sinistralidade rodoviária vale 30 dias
(…) As vítimas de acidente rodoviário que venham a falecer no hospital até 30 dias após o acidente serão contabilizadas como mortos nas estradas. Mas o modelo só será eficaz com a implementação do Plano Nacional de Trauma.
A contabilidade dos mortos até 30 dias após um acidente "é a mais correcta e a internacionalmente mais aceite" (…) mas para ser calculada "obriga a que haja um registo nacional do trauma", base de dados que regista todos os passos dos doentes traumatizados que entram num hospital.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1458777
UNT...
http://cambiantevelador.blogs.sapo.pt/38450.html
 
Não nos consolamos dos desgostos, distraímo-nos deles.
Stendhal
 

 

 

 

publicado por cambiantevelador às 22:52
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Brisa garante apoio...

 

DN - Brisa garante apoio a famílias de funcionários atropelados
Em meio ano, morreram três colaboradores em acidentes de trabalho.
A Brisa garantiu que irá apoiar a família do funcionário da empresa de 32 anos que morreu no passado domingo, vítima de atropelamento, quando se encontrava a reparar sinalização na auto-estrada A4, entre Amarante e Porto.
"Para além dos seguros de vida e de acidentes pessoais, a Brisa tem várias medidas de apoio às famílias que são decididas caso a caso, em função de necessidades específicas", disse ao DN fonte oficial da concessionária.
Segundo a GNR, o atropelamento aconteceu quando o funcionário estava a recolher a sinalização que havia sido colocada na auto-estrada depois de ali ter ocorrido o despiste de uma viatura.
O homem ainda terá tentado fugir, saltando o separador central, mas foi colhido por um automóvel de marca Mercedes, que seguia "descontrolado" depois de um embate. Teve morte imediata.
Foi o terceiro funcionário da Brisa a perder a vida no espaço de poucos meses. Em Agosto de 2009, uma violenta colisão entre uma carrinha da concessionária e um autocarro de passageiros, junto a Vila Franca de Xira, provocou a morte a um homem de 47 anos, trabalhador da empresa. O condutor do autocarro disse que a carrinha entrou repentinamente na faixa de rodagem: "Tentei desviar-me mas já não consegui evitar o embate."
Dias depois, um outro funcionário da Brisa, um jovem de 18 anos, foi atropelado mortalmente nas portagens da A1, em Coimbra/Norte, quando atravessava a estrada entre duas cabinas. O condutor ter-se-á enganado na saída da Via Verde.
Apesar de a empresa garantir que entre 2004 e 2008 não registou qualquer acidente fatal, fonte da GNR recorda que, em Outubro de 2007, nas portagens de Coina, um outro colaborador da Brisa perdeu a vida, ao ser atropelado por um veículo pesado.
Ao DN, a concessionária diz que os seus funcionários dispõem de "extensa formação teórica e prática, com o objectivo, não só de prestar a melhor assistência e protecção aos acidentados, como também garantir a própria segurança".
Sobre os últimos acidentes, a empresa recusa comentar factos que se encontram em investigação, mas adianta que as "circunstâncias dos acidentes de tráfego são extremamente complexas e imprevisíveis, havendo sempre factores impossíveis de antecipar".
"Os acidentes de trabalho, com ferimentos, felizmente, são menos frequentes do que aquilo que o risco inerente à actividade na operação rodoviária poderia deixar antecipar, e são resultado da acção continuada de prevenção e de formação", conclui a empresa.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1465490
 
 
Oficial de Mecânica e agente da PSP...
http://cambiantevelador.blogs.sapo.pt/63740.html
Um condutor atropelou mortalmente uma trabalhadora da auto-estrada. A vítima tinha de 29 anos de idade.
 
A vítima efectuava trabalhos de limpeza na Auto-estrada...
Atropelamentos de portageiros
 

 

 

publicado por cambiantevelador às 01:28
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Autoridade da Concorrência...

 

CDS-PP quer intervenção da Autoridade da Concorrência sobre preços da gasolina na A1
 
O deputado Altino Bessa garante que há concertação de preços e por isso pede mais fiscalização. «O facto de o preço ser o mesmo dentro da mesma operadora é normal», mas não é normal que «a Galp, a BP e a Repsol utilizem exactamente o mesmo preço em todos os combustíveis quando fora deste percurso essas mesmas operadoras e outras concorrenciais tinham preços completamente diferentes», disse Altino Bessa.
 
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1466469
 
Com a publicação do Decreto-Lei n.º 243/2008, de 18 de Dezembro e do despacho n.º 32631/2008 do Director-Geral de Energia e Geologia da mesma data, o diploma impõe, obrigatoriamente, aos postos de abastecimento a afixação dos preços na Internet a partir de 16 de Fevereiro de 2009
http://www.iapmei.pt/iapmei-leg-03.php?lei=6944 
http://www.dre.pt/pdf2sdip/2008/12/248000000/5105451058.pdf
Combustíveis: Ninguém certifica aditivos na gasolina e gasóleo
Os combustíveis que são vendidos nas estações de serviço não têm qualquer certificação independente, ou seja, não existe qualquer instituição que verifique se a gasolina ou gasóleo têm ou não aditivos que as tornem diferentes…
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9697467.html
 
 Ficar sem combustível na auto-estrada
As insondáveis vias do marketing (em Portugal) atingem níveis paroxísticos de manipulação.
Ficar sem combustível na auto-estrada, representa um factor agravado de risco, quer para o mesmo, quer para terceiros!
A verificarem-se diferenças de preços nos referidos painéis esse factor de risco seria agravado? Teria como resultado, arriscadas decisões para adiar o abastecimento até à área de serviço com o preço mais baixo?!
http://cambiantevelador.blogs.sapo.pt/57085.html
 
Preços dos combustíveis
http://www.precoscombustiveis.dgge.pt/default.aspx
 
"Neste mundo há muitas palavras e poucos ecos".Goethe
 

 

publicado por cambiantevelador às 01:00
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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Radares em Portugal...

 

Radares de norte a sul do país
Nos próximos anos a rede nacional de radares vai ser estendida a todo o país. Serão instalados cerca de 300 radares para controlar a velocidade de circulação do tráfego rodoviário, anunciou ontem Rui Pereira, o ministro da Administração Interna.
Estas novas medidas estratégicas visam reduzir o número das vítimas na estrada e os primeiros concursos públicos serão lançados já este ano. Para o ministro da Administração Interna, esta é uma das medidas da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, que poderá contribuir para atingir uma "meta ambiciosa. Queremos deixar de ter vítimas de acidentes rodoviários".
O governante explicou que o plano estratégico "engloba um importante conjunto de medidas que vão ser tomadas até 2015 para colocar Portugal entre os dez países da União Europeia com menores taxas de sinistralidade".
A conferência de imprensa foi ontem promovida pelo Ministério da Administração Interna, e que envolveu dezenas de responsáveis dos sectores da segurança rodoviária, serviços de emergência e socorro e autoridades policiais.
http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=151646240
A velocidade a que o arguido circulava foi controlada pelo aparelho de radar Speedofot nº110, aprovado pela D.G. V. - oficio nº 326/DGV de 11.01.96
http://www.dgsi.pt/jtre.nsf/0/882666eae66f7fb080257124003a9fcf?OpenDocument
Mitos:
http://www.youtube.com/watch?v=kl8dDlb5YOA
 

 

 

publicado por cambiantevelador às 01:36
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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Governo promete...

As grandes organizações internacionais prometem investir generosamente na Década para Acção Global em Segurança Rodoviária.

 

 

A 1ª Conferência inter-ministerial global sobre segurança rodoviária aprovou os termos de uma Iniciativa Global sobre Segurança Rodoviária: a Declaração de Moscovo.

 

As organizações não-governamentais - entre as quais a ACA-M - têm promovido nos fora internacionais, e nomeadamente na Conferência de Moscovo (19-20 Novembro 2009), um Apelo Global para a Segurança Rodoviária e o Apoio às Vítimas da Estrada.

 

A União Europeia, por sua vez, ultima um novo Livro Branco sobre Segurança Rodoviária com novas metas de redução da sinistralidade, a cumprir pelos 27 países-membros.

 

Porquê tantas iniciativas e tantas preocupações? Porque a nível mundial o número de mortos e feridos por atropelamento, colisão ou despiste não pára de aumentar, na proporção da expansão do automóvel em diversos mercados emergentes.

 

E em Portugal, como estamos? Com grande probabilidade, no fim de um ciclo de redução continuada da sinistralidade grave, por razões de ordem estrutural: a democratização do automóvel nos últimos 15 anos teve como efeito a familiarização da sociedade portuguesa com os riscos inerentes à condução automóvel e, como aconteceu à 50 anos nos EUA e à 30 na Europa Ocidental, uma diminuição significativa do número de acidentados graves de ano para ano.

 

Beneficiámos também de um conjunto de directivas europeias reclamadas pelos países do norte da Europa, que aumentaram muito os níveis de segurança passiva dos automóveis vendidos no espaço da UE.

 

O governo promete mostrar, daqui a seis meses, os números reais

da mortalidade rodoviária, e já não os números fictícios a que nos habituámos nos últimos anos. E promete, outra coisa não seria de esperar, melhor fiscalização, melhor gestão da infracção, e melhor estratégia de segurança rodoviária.

 

 

Infelizmente, este e outros governos tanto prometeram e tanto propagandearam que a prudência obriga a um certo cepticismo.

Eis algumas razões para tal:

  • ausência de registo nacional de trauma e de plano nacional de trauma;
  • ausência de iniciativas legislativas na área da tipificação do crime rodoviário e alteração do panorama de incentivo à impunidade nas estradas devido a uma justiça lenta e ineficaz;
  • ausência de diálogo empenhado e cooperante entre a administração e as administrações locais para resolver problemas estruturais de insegurança nas estradas municipais e nas vias urbanas - uma das grandes chagas da sinistralidade rodoviária portuguesa;
  • ausência de sensibilidade por parte do governo e da ANSR para a necessidade de promoção de campanhas de alerta para a redução de risco rodoviário suficientemente bem financiadas, bem concebidas, e adequadamente avaliadas:
  • ausência de um sistema de certificação de vias urbanas e inter-urbanas portuguesas que permita melhorar a sua qualidade através da comparação com outras vias europeias;
  • falta de empenhamento do governo e parlamento na alteração do Código da Estrada no sentido de o transformar num Código de Relações entre Utentes dos Espaços Públicos Rodoviários, dando aos peões outro estatuto que não o de obstáculo à progressão dos automóveis.

 

 

publicado por cambiantevelador às 23:56
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