Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Sinalização de Acidentes...

 

 

Problemática da Segurança Rodoviária -

 

 -O problema dos acidentes rodoviários está esmagadoramente centrado no condutor.

   

-A norma  é multar os condutores por excesso de velocidade,

 

quase sempre nas notícias é esse o motivo invocado para os acidentes mortais que tem sido o aconchego ideal da consciência social.

  

-Existem traçados de condução quase impraticável, em que a sinalização em é enexistente e quando aparece resume-se a uma placa indicativa - a única - mesmo em cima da saída ou cruzamento.

 

Afectando portanto, o condutor na sua capacidade de decisão de uma forma absoluta.

 

-Assim, quando acontecem os acidentes, até as autoridades policiais nunca hesitem em apontar o excesso de velocidade e o caso está encerrado.

 

-Também, nos veredictos dos tribunais, em casos de sinistro, poucas são asdecisões desfavoráveis a agentes ou entidades que sejam responsáveis pela construção e/ou manutenção das estradas.

 

-Talvez porque suscita responsabilidades muito melindrosas, criminiais, cíveis

e até politicas.

Não tendo, por isso, grandes efeitos as queixas que se possam fazer para as entidades com responsabilidades nessas matérias.

 

-O princípio de confiança do condutor com a estrada nâo pode ser traído por quem,tiver a responsabilidade de, sinalizar os locais que possam oferecer perigo para o trânsito, ou em que este deva estar sujeito a restições especiais (sinalização temporária).

 

-Esquece-se de que a “gestão do perigo”,

 

 

que deve ser acautelada na sinalização é muitas vezes gravemente violada, inpossibilitando assim que o condutor faça uma avaliação correcta do perigo e tenha tempo de reduzir a velocidade.

 

-Podem argumentar que houve falta de atenção ou que o condutor ia em excesso de velocidade. Mas, pelo menos, teria de haver uma partilha de culpa. Quantas vezes o desfecho acaba por ser fatal!

 

-Desde logo, porque, se alguém circula numa estrada com uma sinalização que permite circular até 120 Km/h, como o caso das Auto-estradas fará uma "gestão do perigo" e arriscará os 130 ou 140 km/h (sempre 10 ou 20 km/h acima do indicado), julgando que isso não é perigoso.  Não se pode individualizar mas todos os automobilistas o fazem.

 

-Ora, pensando este que vai em condições de segurança, apenas com um "controlado" excesso de 10 ou 20 km/h, e se circula numa auto-estrada concessionada, logo vigiada, a sua expectativa é a de que a estrada em que circula estarádesobstruída ou, em caso contrário, devidamente sinalizada.

 

-Tem assim a sinalização temporária...

 ...uma importância fundamental (além de que obrigatória , pelo Código da Estada) na “gestão de perigo” que o condutor fará perante a dita sinalização, passando por isso a reduzir a velocidade, para que possa fazer uma avaliação correcta do perigo.

 

-Na colocação de Sinalização Temporária em Auto-estrada, haverá que ter em

conta, não só a colocação dos sinais, mas o bom senso na adaptabilidade dos

mesmos.

 

Na colocação dos sinais, deverá ter-se em conta:

 

-As condições atmosféricas (chuva,nevoeiro,etc.), a visiblidade (dia,noite,etc.), a configuração do traçado onde se encontra o acidente e/ou obstáculo (curva,lomba, etc), as carecterísticas (2 ou mais vias, com ou sem berma, etc.), a intensidade do tráfego (volume,velocidade na zona,mais pasados ou não,etc.), a provável gravidade e/ou provável duração (meios envolvidos,etc.), é por tudo isto, que também, a experiência profissional tem grande importância.

 

-A sinalização colocada, para que a pessoa reaja, tem de primeiro entrar nos seus sentidos.

 

-Formula para tempos de reacção: -

 

120 Km/h correspondem a 120.000 metros hora. --- Uma hora tem 60 minutos e cada minuto 60 segundos.

 

Ora, sinalização a 500 metros, tem só 15 segundos para reagir.

15 segundos MUITO POUCO ! Não é?

 

 - Colóquio subordinado ao tema "Sinistralidade Rodoviária - Novas e Velhas Causas", realizado na Universidade Católica, onde, pela primeira vez, um colectivo de juízes, engenheiros e representantes do Ministério Público (MP) provou que uma mentira repetida mil vezes não se torna mais verdadeira.

 

 Estudo elaborado pelo Observatório de Segurança de Estradas e Cidades (OSEC), que aponta o dedo à falta de condições das nossas infra-estruturas rodoviárias.

 

 http://www.automotor.xl.pt/0606/200.shtm

 

 

publicado por cambiantevelador às 10:53
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