Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

A8...

 

  

Auto-estrada do Oeste
Bela e perigosa, a Auto-estrada 8 recebe nota negativa do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades devido a violações de normas de construção, que colocam em perigo os automobilistas.

Francisco Salpico, coordenador do levantamento realizado pelo OSEC, alerta que a auto-estrada do Oeste "está entre as mais perigosas do país".
Instado há mais de uma semana a fornecer dados sobre acidentes na A8, e quais as zonas de maior acumulação de sinistros, o comando-geral da GNR prometeu disponibilizar as informações. Um dia depois, o gabinete de imprensa da força policial fez saber que não podia satisfazer o pedido, encaminhando para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Este organismo, que coordena a política do Governo em matéria de segurança rodoviária, também não respondeu.
(…) Os trabalhos em curso, a cargo da empresa Auto-estradas do Atlântico, participada pela Brisa e que detém a concessão da A8, fazem parte da empreitada de reabilitação e alargamento do lanço CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa)… As três vias de circulação vão escoando o tráfego até à saída para a A9 (Circular Regional Exterior de Lisboa).
A necessidade do alargamento é ditada pelo facto de o tráfego médio diário anual entre Loures e a Malveira já ultrapassar os 35 mil veículos.

O piso irregular em betão, em notório mau estado, será substituído por uma mistura betuminosa modificada a partir de borracha reciclada de pneus.
Esta solução permite reduzir o barulho provocado pela circulação de tráfego - além de aumentar o conforto para os utilizadores e, espera-se, assegurar também melhores condições da drenagem transversal e longitudinal à auto-estrada.
(…) o estudo do OSEC, organismo não governamental composto por magistrados, técnicos e autoridades de segurança, salienta a violação das normas técnicas relativas à inclinação excessiva da via, com descidas em distâncias muito superiores ao estabelecido. Além disso, há inúmeros pontos de risco de hidroplanagem, incumprimento dos raios para as curvas verticais (lombas) o que reduz "de forma grave" as distâncias de visibilidade e de paragem. Mais problemas detectados por aquele organismo: curvas em planta muito apertadas, geradoras de elevadas acelerações centrífugas, que potenciam a perda de controlo da direcção do veículo.

Francisco Salpico destaca um caso entre as inúmeras situações de violação: uma curva, pouco antes do quilómetro 19, com um raio de 430 metros, onde a velocidade específica (factor que define até onde estão asseguradas condições mínimas de segurança) é de apenas 97 quilómetros/hora. Este valor é muito inferior à velocidade de tráfego (que se admite ser praticada por 85 por cento dos condutores) e que ronda os 145 quilómetros por hora. Mesmo circulando à velocidade máxima permitida na auto-estrada, o automobilista corre perigo de acidente muito acima do valor limite de segurança do traçado da via.

Em Portugal, parece ser assim: quando não é a via que complica, são os condutores que insistem em colocar em risco a sua segurança e a dos outros...

A segurança rodoviária, para Nuno Salpico, presidente do Observatório de Segurança de Estradas e Cidades, "é sobretudo um problema de engenharia de transportes".

O relatório do OSEC defende a revisão da Norma de Traçado portuguesa, como aconselha o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, de forma a estimar correctamente a velocidade de tráfego, para evitar que se permita, "ilicitamente, a construção de estradas mais baratas à custa da insegurança".
As curvas de raio reduzido (dos 430 aos 600 metros), que deviam ultrapassar os mil metros, associadas à perda de atrito com pavimento molhado, "potenciam o despiste…
Trabalho originalmente publicado no suplemente Cidades, de 24/01/2010
http://www.publico.clix.pt/Local/os-riscos-da-autoestrada-que-colocou-uma-regiao-no-mapa_1419456
Corte na CREL (Cintura Regional Exterior de Lisboa) lançou o caos nos acessos à capital
Milhares de pessoas chegaram atrasadas ao emprego e o "inferno" está para durar
O corte da CREL entre o nó de acesso à A16 e o nó de Belas, em Sintra, provocou uma manhã de caos nos acessos a Lisboa. E há más notícias para os condutores: as obras de remoção das terras, depois da derrocada de sexta-feira, não devem terminar tão cedo.
 
O corte da CREL obrigou os cerca de 40 mil automobilistas que diariamente utilizavam esta via para se deslocar de um ponto dos subúrbios da capital para outro a atravessar a cidade para chegar ao seu destino. A afluência extra de carros acabou por sobrecarregar vias já de si muito movimentadas como o Eixo Norte-Sul e a Segunda Circular, onde se verificaram intensos engarrafamentos.
 
Também estradas alternativas de acesso à cidade, como a A8, a Calçada de Carriche e o IC19 registaram congestionamentos maiores do que o habitual.
 
Os condutores que se preparem, o “inferno”, é para continuar: a Brisa, empresa concessionária da CREL admite que a via possa continuar cortada entre o nó de ligação à A16 e o nó de Belas durante as próximas semanas.
 
Ao quilómetro nove da via, na zona onde, na sexta-feira, aconteceu a derrocada, as retroescavadoras continuam a retirar as toneladas de terras, pedras, árvores e postes que obstruem, por completo, as seis faixas de rodagem…
 
http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/noticias-pais/2010/1/brisa-diz-que-regularizacao-da-circulacao-na-crel-vai-demorar-semanas25-01-2010-153131.htm
Portagens -Cobrança virtual nas SCUT já está no terreno Económico com Lusa   17/01/10
A entrada em vigor de portagens nas auto-estradas do Norte sem custos para os utilizadores (SCUT), cenário avançado pelo Governo ainda no Executivo anterior, está dependente da publicação de uma portaria que permita a instalação de um 'chip' nos veículos, o que até ao momento não sucedeu. Um método alternativo não é ainda, nesta fase, uma alternativa fora de questão.
A concessão Costa da Prata engloba troços do IC1, A17, A25, A29 e A44 entre Mira e Gaia, a SCUT Grande Porto inclui parte do IP4, IC24, IC25, A4, A41, A42 e a Via Regional Interna, ao passo que da SCUT Norte Litoral, entre o Porto e Viana do Castelo, fazem parte troços do IP9, IC1, A27 e A28.
Em 2008, Cavaco Silva (…) fez então acompanhar a promulgação de uma mensagem, onde referia que "as dúvidas quanto à limitação à reserva de intimidade da vida privada dos cidadãos que o novo mecanismo de identificação e detecção electrónica de veículos suscita (...) poderão ser resolvidas pelo Governo no decreto-lei a aprovar ao abrigo da autorização contida na lei agora promulgada".
Até porque existem várias questões pendentes, entre as quais a cobrança das portagens a veículos sem esse 'chip" ou mesmo viaturas de matrícula estrangeira.
A introdução deste sistema não põe em causa a continuação da Via Verde, uma vez que os seus utilizadores têm apenas que autorizar que os identificadores que já possuem sejam lidos nas vias geridas pelo Sistema de Identificação Electrónica de Veículos (SIEV), sociedade que vai gerir este sistema.
http://economico.sapo.pt/noticias/cobranca-electronica-nas-autoestradas-ja-esta-no-terreno_78955.html
INIR IP
http://www.inir.pt/portal/LinkClick.aspx?fileticket=MaOJwvtYvuQ%3D&tabid=116&mid=487&language=pt-PT
 

"Já não é leve o perigo, quando parece leve."

Francis Bacon

 

 
 

 

publicado por cambiantevelador às 22:41
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