Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Suicídios na estrada...

 

 Dia Europeu do Número de Emergência 112

 

http://cambiantevelador.blogs.sapo.pt/44555.html

 

 

 
Condução: Mulheres ultrapassam homens nas cartas de condução desde 2001, excepto 2009
Portugal registou, pela primeira vez, em 2001 um maior número de novos condutores femininosdo que masculinos, o que se tem repetido desde então, excepto em 2009, revela o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT).
Do total de 172 574 novos condutores em 2001, 87 483 eram mulheres e os restantes 85 091 homens.
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10548378.html
 
 
Condutores: ACP concorda com testes feitos por centros médicos, desde que não encareçam cartas de condução
24 De Janeiro de 2010
(…) Em declarações à agência Lusa, o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP) garantiu estar de acordo com a criação de Centros de Avaliação Médica e Psicológica (CAMP), que vão testar as aptidões físicas, mentais e psicológicas dos novos condutores, desde que "não venham encarecer as cartas de condução".
O Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT) revelou hoje que os centros só deverão entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2011.
No entanto, o Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir (RHLC), que estabelece a obrigatoriedade da realização de testes médicos e psicológicos aos novos condutores nos Centros de Avaliação Médica e Psicológica (CAMP), vai entrar em vigor na segunda-feira (dia 25 de Janeiro), embora o IMTT se reconheça que os efeitos imediatos "não são significativos".
"Para que o regulamento produza efeitos, é necessário que existam os CAMP", disse à Lusa o presidente do IMTT, António Crisóstomo Teixeira, adiantando que é necessário abrir concursos públicos para garantir a existência de um centro em cada distrito.
De acordo com Carlos Barbosa, o ACP "desconhece a regulamentação e quando sairá. Sem a vermos não podemos comentá-la, mas o que é estranho é que se fala nisto há muito tempo", acrescentou.
Para já, e apesar de o RHLC entrar em vigor na segunda-feira, a avaliação médica e psicológica aos novos condutores vai continuar nos moldes actuais, através de exames feitos por médicos particulares ou nos centros de saúde.
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10587702.html
Avaliação psicológica só arranca em 2011
Cartas de condução estarão condicionadas por exames físicos e mentais
Os centros de avaliação médica e psicológica, que vão testar as aptidões físicas, mentais e psicológicas dos condutores, só devem entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2011, segundo o Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT).
Entretanto, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, considerou "francamente positiva" a criação dos CAMP, porque "clarifica a função pericial" e retira aos médicos que devem tratar dos doentes o ónus de passar estes atestados. Pedro Nunes, manifestou-se, contudo, "muito preocupado" com um eventual atraso na regulamentação do
decreto-lei 313/2009, de 27 de Outubro, que aprova o Regulamento da Habilitação Legal apara Conduzir (RHLC)…
De resto, os presidentes das Associações do Ensino da Condução e dos Cidadãos Auto-Mobilizados são favoráveis à criação dos CAMP, mas aguardam com expectativa a regulamentação do diploma para ver em que condições irão funcionar.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1477963#AreaComentarios
Até 7% dos acidentes de condutores solitários podem ser suicídio
Publicado em 09 de Janeiro de 2010
Um condutor deprimido e um volante podem resultar numa mistura explosiva. As autoridades suecas estimam que até 7% dos acidentes mortais de condutores sozinhos possam ser casos de suicídio. Em Portugal não há estudos aprofundados das causas de acidentes e o fenómeno não está identificado.

Ao nível internacional, são escassos, os dados estatísticos sobre suicídios ao volante e, em muitas situações torna-se difícil estabelecer com segurança se essa foi a causa do acidente. Na Europa, apenas Suécia, Finlândia, República Checa, Suíça e Polónia têm bases de dados que incluam esta causa, embora nalguns sistemas sem autonomização entre suicídios e morte natural dos condutores.

Um estudo aprofundado sobre suicídios e morte natural de condutores, realizado na Suécia, financiado pela Administração das Estradas, concluiu que o suicídio por despiste é quase exclusivamente masculino e prevalece na faixa dos 25 aos 34 anos.
 A forma mais típica é o embate contra árvores ou estruturas rochosas, mas também pode ocorrer por colisão contra camiões de transporte de mercadorias. Do total de casos estudados, 24% das vítimas tinham tentado o suicídio no ano anterior ao do acidente e cerca de metade tinham diagnóstico de estados de depressão ou perturbações.

Sendo o
país europeu que mais ferozmente tem perseguido o objectivo de zero mortes na estrada, a Administração das Estradas Sueca (SRA) começou em 1997 a estudar de forma aprofundada as causas de todos os acidentes, criando para o efeito uma comissão governamental.
Foi assim que começou a ser detectada o fenómeno do suicídio, com implicações para as seguradoras: percebeu-se que em muitos casos o método era escolhido pela garantia de pagamento de prémios às famílias.

Em Portugal, admite a Associação Portuguesa de Seguradoras, não há estudos sobre esta matéria. Os seguros automóveis têm cláusulas que excluem o pagamento de prémios se os acidentes tiverem origem intencional, mas na prática não há identificação exaustiva de causas, se bem que haja casos inequívocos de suicídio e locais em que foram tomadas medidas de prevenção,
de que é exemplo o Sítio, na Nazaré.

Em 2006, a GNR promoveu o primeiro estudo nacional de causas da totalidade dos acidentes com vítimas mortais ocorridos no ano anterior.
Concluiu que 91% tinham resultado de factores humanos, sendo o excesso de velocidade o responsável por mais mortes (30,3%). Factores como a imprudência (3,1%) e doença súbita (2,9%) também eram identificados…

http://www.ionline.pt/conteudo/41041-estrada-ate-7-dos-acidentes-condutores-solitarios-podem-ser-suicidio
Automutilação cresce entre os mais jovens
Criar proximidade e falar abertamente do assunto são estratégias para detectar sinais de perigo e prevenir suicídios e automutilações.
A depressão é a principal causa de suicídio em todas as idades, incluindo os jovens",
afirma Daniel Sampaio, autor de extensa bibliografia sobre a matéria e investigador do Núcleo de Estudos do Suicídio do Hospital de Santa Maria, Lisboa.
"Há um continuum de sofrimento, de desesperança. Não é por ter uma negativa ou perder a namorada que um jovem se mata. Os suicídios repentinos são excepcionais", sublinha.
Há uma história de tristeza intensa e prolongada, alterações no sono e no apetite, falta de esperança na vida e nos outros, culpa, desespero e, frequentemente, ideação suicida claramente verbalizada. "Entre os que se suicidaram, 70% avisaram que o iam fazer", alerta o psiquiatra, que enfatiza a necessidade de valorizar sempre essas mensagens.
Valorizar não significa culpar ou repreender, mas, antes, "criar proximidade". Ou seja, gerar oportunidades para se falar do assunto, sem mitos ou tabus, e estar presente, o mais possível. Pedir ajuda especializada é também aconselhável quando os sintomas se avolumam.
Os sinais de depressão nem sempre são descodificados pelos pais, professores e amigos.
São confundidos com a instabilidade emocional característica da adolescência. Daniel Sampaio explica que o comportamento normal distingue-se do patológico pela intensidade e persistência com que se apresenta. "Se um jovem tira uma negativa, não é significativo, mas se tirar quatro ou cinco pode ser. Se de vez em quando, gosta de estar sozinho no quarto é normal, mas se o isolamento social é persistente, pode ser problemático. Gritar numa discussão não é relevante, mas se o jovem grita todos os dias e recusa frequentemente o convívio familiar, pode ser motivo de alarme."
Num contexto de sofrimento e de desesperança quanto ao futuro, perdas, humilhações, rejeições ou fracassos podem ser a gota de água que transborda o copo do desespero e espoletar o suicídio.
Um estudo realizado em 1999, com 800 adolescentes de vários pontos do país, concluiu que um terço dos jovens apresentava ideação suicida. A passagem do pensamento ao acto depende, porém, de vários factores, sendo o suporte familiar e dos amigos um dos mais importantes, sublinha Maria Gouveia Pereira, autora de vários estudos sobre o suicídio na adolescência e professora do Instituto Superior de Psicologia Aplicada/Instituto Universitário.
Conspiração do silêncio
O problema é que apoiar pressupõe valorizar os sinais e ser capaz de falar sobre o assunto. "É mais fácil negar, desvalorizar ou silenciar. Calámos o que nos incomoda", considera a psicóloga. Uma acentuada descida no desempenho escolar é o sintoma mais valorizado pelos pais, mas há outros, igualmente preocupantes, como o isolamento social.
"Um jovem que não sai à noite, não arranja problemas, não bebe e não fuma, não suscita preocupações aos pais, mas a falta de amigos, de convívio com pares, pode ser indiciador de que algo não está bem", enfatiza a psicóloga.
A conspiração do silêncio alimenta a ignorância. Duas investigações realizadas em Portugal demonstraram que adolescentes e os professores não sabem reconhecer os sintomas de perigo e, consequentemente, são inaptos para ajudar, sublinha Maria Gouveia Pereira.
Os números oficiais referem uma diminuição da taxa de suicídios em Portugal. Contudo, trata-se de um assunto incómodo. Até para as estatísticas. Em caso de dúvida, é preferível classificar a morte de um jovem como acidental ou devido a causas indeterminadas, mesmo que as circunstâncias - como a queda de um prédio alto ou na via férrea - sejam suspeitas. A realização sistemática de autópsias psicológicas ajudaria a clarificar muitas situações.
Automutilação para aliviar sofrimento
Os suicídios podem estar a diminuir, mas há indicadores de risco que estão a aumentar. É o que acontece com os para-suicídios: auto-agressões, como cortes e queimaduras, infligidas para aliviar sofrimento psicológico através da dor física, mais controlável e, por isso, mais tolerável.
 "Não há estudos rigorosos sobre os para-suicídios, mas calcula-se que por cada caso que chega às unidades de saúde, haja três que não são conhecidos", de acordo com Carlos Braz Saraiva, psiquiatra que há longos anos estuda a suicidologia e responsável pela criação da Consulta de Prevenção do Suicídio dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
O único estudo epidemiológico, realizado em Coimbra em 1996, deu conta de uma realidade inquietante (600 casos por cem mil habitantes e por ano), principalmente entre as raparigas dos 15 aos 24 anos. No fim da década passada, uma actualização desses números apontava para um aumento de 25%.
O empirismo clínico colabora essa tendência. "Todos os dias, dão entrada na Urgência dos HUC dois ou três casos de para-suicídio, de todas as faixas etárias", refere Braz Saraiva.
Música e suicídio
Outra investigação, realizada no âmbito de uma tese de doutoramento sobre música, morte e suicídio, apurou que 35% dos jovens inquiridos assume ter tido comportamentos de auto-mutilação.
Abílio Oliveira, psicólogo social e docente do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, estudou 1300 jovens dos 15 aos 19 anos e concluiu que há uma associação entre o gosto por música dita pesada e comportamentos de risco e ideação suicida.
Contudo, "não se pode falar de relação de causalidade", enfatiza o autor de Ilusão na idade das emoções, acrescentando que ninguém resolve matar-se por ouvir determinada música ou ler certo escritor.
"Os gostos musicais são um bom indicador dos sentimentos do adolescente, desde que enquadrados no modo como encara a vida e representa a morte, o suicídio e a si próprio" , sublinha Abílio Oliveira. E acrescenta: "Os adolescentes dizem que querem morrer, acabar com tudo, mas na realidade querem é desaparecer daquela vida. Ao tentar a morte, esperam sobreviver e renascer para um sentido para a vida. A morte não é o fim. É um fim".
http://jn.sapo.pt/Domingo/Interior.aspx?content_id=1483193
 
Investigação de acidentes
http://www.dem.ist.utl.pt/acidentes/
 
 
 

 

publicado por cambiantevelador às 01:26
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