Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

Auto-estradas sem berma(s)...

Estado de direito

Morrer na estrada

por PAULO PEREIRA DE ALMEIDA

 

Em Portugal continua a morrer-se na estrada.

Apesar disso, a Estratégia de Segurança Rodoviária é ainda - e infelizmente - um parente pobre na Segurança Interna.

Normalmente é apresentada em último lugar quando se pensa em políticas públicas de segurança.

 

Foi o que aconteceu justamente na apresentação da Estratégia Nacional do Ministério da Administração Interna.

Se aponto este facto como um possível indicador para que se deva - em benefício de todos os cidadãos - atribuir uma maior relevância a estas matérias no futuro, isto não significa que o actual Governo pouco tenha feito neste domínio.

 

Até pelo contrário, o Governo tem estimulado o debate de alto nível e uma acção mais visível da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

 

Vejamos dois exemplos.

Um primeiro exemplo pode ser dado ao nível da adopção da Carta Europeia de Segurança Rodoviária (CESR), lançada em 2004 em Bruxelas.

A CESR considera que o número actual de vítimas de acidentes de viação na Europa se encontra a um nível inaceitável, donde decore a importância de tomar as medidas mais eficazes para reduzir este número no mais curto prazo possível.

 

Considerando que é indispensável uma acção coordenada entre as muitas partes que têm uma responsabilidade neste domínio, e entendendo que existem medidas eficazes para incentivar os utilizadores da estrada a aplicarem as regras de segurança, na CESR subscreve-se o objectivo de uma redução de, pelo menos, 50% das mortes no horizonte de 2010.

 

Um compromisso de cidadania, portanto.

Um segundo exemplo decorre da necessidade, assumida pela própria União Europeia, de estudar de forma fundamentada as medidas de redução da condução sob o efeito do álcool.

 

Na verdade, há mais de 40 mil mortos nas estradas europeias cada ano, número muito superior às mortes por acidentes aéreos!

Além disso, há três milhões de pessoas feridas todos os anos na União Europeia em acidentes rodoviários.

 

Ora considerando que, no caso de Portugal, 2% dos condutores fiscalizados com taxas de alcoolemia superiores aos limites legais correspondem a 25% das mortes na estrada, percebe-se a necessidade - assumida pela ANSR - de intervenção sobre estes grupos de risco.

Mas também aqui, e apesar de tudo o que já foi sendo feito, existirá uma necessidade de aumentar a proactividade das Forças de Segurança.

Se é verdade que foram feitos cerca de 800 mil testes a condutores para despistar a eventual condução sob o efeito do álcool, a verdade é que ainda estamos longe do valor de 1 200 000 recomendado pela União Europeia.

 

Uma questão a trabalhar com atenção, portanto.

Depois, e se seria desejável - como inicialmente disse - que a Segurança Rodoviária deixasse de ser encarada - a par da Protecção Civil - como uma área de menor investimento na Segurança Interna, é também uma realidade que se espera uma vontade política mais séria na introdução de novas tecnologias neste domínio.

Estou a pensar, muito concretamente, numa rede nacional de radares nas estradas e em mecanismos tecnológicos inibidores da condução sob o efeito de álcool.

Medidas acompanhadas - é claro - de meios humanos adequados à fiscalização e à imposição de sanções.

E em benefício - obviamente - das vidas humanas que assim serão poupadas

 

http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1569591&seccao=Paulo%20Almeida&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

 

 

Auto-estradas sem critério

Por: António Sérgio Azenha

 

Portugal é um dos seis países da União Europeia com mais auto-estradas por habitante:

em 27 Estados-membros, Portugal tem cerca de 24 km por cem mil habitantes, quase tanto quanto a Espanha e mais do que Alemanha, Suécia, Dinamarca, Itália, França e Inglaterra, as economias ricas da UE.

 

O pior é que em nove das 25 auto-estradas portuguesas circulam em média, por dia, menos de dez mil carros, um dos critérios internacionais para justificar uma auto-estrada.

 

Mesmo assim, com os projectos rodoviários em curso e os quatro a serem lançados até Junho de 2010, a rede irá aumentar 860 quilómetros.

E entre Lisboa e Porto surgirá uma terceira ligação deste tipo.

O relatório da Comissão Europeia sobre o sector da energia e transportes na UE, datado de 2009 e referente a 2006, revela que Portugal, em 27 Estados-membros, é o quinto com mais auto-estradas por cem mil habitantes.

 

Com 2545 km de auto-estrada em 2006, Portugal tinha uma rede maior do que Bélgica (1763), Suécia (1740), Dinamarca (1032), Áustria (1678), Grécia (1056) e Irlanda (270).

Os dados do Instituto de Infra-estruturas Rodoviárias (INIR) sobre o tráfego nas auto-estradas no primeiro trimestre deste ano, de Julho passado, indicam que o movimento médio diário de viaturas é inferior a dez mil carros em nove auto-estradas:

quatro no Sul (A6, A13, A15 e A10), três no Norte (A7, A24 e A27) e duas no Centro (A14 e A23).

E no Norte há mais uma, a A11, que em dois dos três primeiros meses deste ano registou um tráfego médio diário inferior a dez mil carros.

 

Apesar de estes dados indiciarem que Portugal estará saturado de auto-estradas, o Governo lançou dez novos empreendimentos rodoviários com uma extensão de 2360 km, dos quais metade é estrada nova e 29 por cento corresponde a auto-estrada.

 

Já esta semana, foi anunciada a intenção de avançar com mais quatro novas concessões até Junho de 2010.

O Executivo justifica esta prioridade política com o “reforço da segurança rodoviária” e a “promoção da coesão territorial”.

 

Os críticos desta opção contrapõem que Portugal já tem auto-estradas suficientes e que é necessário apostar em soluções com menores exigências de construção e de traçado.

 

MODERNIZAÇÃO DE ESCOLAS ATÉ 2015

A par dos projectos em grandes obras públicas, o Governo tem em curso um plano para a modernização de 332 escolas secundárias, com um investimento de 940 milhões de euros, até 2015. Para o Ensino Básico está previsto um investimento de 175 milhões de euros em 50 estabelecimentos. DISCURSOS DIRECTOS “MAL DE PORTUGAL SE NÃO ENCAIXAR MAIS DÍVIDA'

Luís Nazaré, ex-presidente dos CTT

 

- Correio da Manhã – Na actual crise alguma das obras públicas deve ser suspensa?

- Luís Nazaré – Em relação aos novos troços de auto-estradas não me pronuncio porque não tenho informações técnicas minimamente habilitadas para o fazer. Quanto ao TGV e ao novo aeroporto, são ambos igualmente estratégicos e prioritários, e não devem ser objecto de mais análises ou reanálises. É uma perda de tempo.

 

– O que é melhor para animar a economia: grandes investimentos ou obras mais pequenas?

– Ambos são importantes, mas aquilo que é sustentável e tem efeito no tempo são os grandes investimentos. As pequenas obras mexem pouco e o efeito de alavanca na economia é muito pequeno.

 

– Os críticos alegam que as PME beneficiam pouco com as grandes obras públicas.

– É completamente falso. Os líderes dos projectos são as grandes empresas, mas a execução é feita por milhares de PME. É assim em Portugal e em todo o Mundo.

 

– Portugal aguenta a dívida gerada por esses projectos?

– Absolutamente. Mal de Portugal se não tiver capacidade de encaixar este investimento público, na medida em que isso vai alavancar a economia e gerar milhares de empregos estáveis no futuro.

 

“É PRECISO TER JUÍZO COM O ENDIVIDAMENTO PÚBLICO”

 Mira Amaral ex-Ministro da Indústria

 

- Correio da Manhã – O próximo Governo deve suspender algum dos grandes projectos de investimento público?

- Mira Amaral – Neste momento não se justifica mais auto-estradas, e deve apostar-se na melhoria das acessibilidades às grandes cidades. O TGV, em termos de distância, faz sentido a linha Lisboa-Madrid; se irá ter passageiros para ser rentável é outro assunto. Entre Lisboa e Porto, o TGV não faz sentido e devia apostar-se na alta velocidade. O novo aeroporto de Lisboa deve ser construído por fases, porque não se consegue prever o tráfego aéreo nos próximos anos.

 

– A retoma da economia será mais fácil com grandes ou pequenos investimentos

– Os grandes projectos não vão resolver os problemas da economia e do desemprego. A curto prazo, as obras pequenas dinamizam a economia local e o emprego. A longo prazo, é preciso avaliar se os grandes projectos têm rentabilidade positiva, porque se não endividámo-nos sem tirar dividendo.

 

– O País tem condições para suportar esse endividamento?

– O mais elementar bom senso diria para não se fazer tudo ao mesmo tempo. Caminhamos mais depressa para dificuldades no défice público e no financiamento da dívida pública. É preciso ter juízo.

 

PORMENORES ALAVANCAR A ECONOMIA

O investimento público é considerado fundamental para fomentar a actividade económica em alturas de crise, quando os privados recusam investir.

COESÃO TERRITORIAL

As auto-estradas são apontadas como um elemento fundamental para obter maior coesão territorial e atrair ao Interior pessoas e empresas. LIGAR O PAÍS À EUROPA O TGV,

através da linha Lisboa-Madrid, permitirá ligar Portugal ao centro da Europa. A Comissão Europeia considera prioritário o TGV em Portugal.

ALTO ENDIVIDAMENTO

O endividamento excessivo com grandes obras públicas pouco rentáveis é, à partida, o maior risco. E pode colocar em causa o financiamento do País. RETOMA ECONÓMICA

O investimento em grandes projectos públicos pode ter um efeito mais demorado do que as pequenas obras públicas na retoma da economia. SOBREPOSIÇÃO DE VIAS

A aposta na extensão da rede de auto-estradas é dada como contraproducente, dado que quase um terço destas vias tem baixos níveis de tráfego.

NOVO AEROPORTO ESTÁ A AVANÇAR

O processo para a construção do novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete, está, neste momento, na fase do estudo de impacte ambiental, que ficará concluído em Janeiro/Fevereiro de 2010. O concurso para a construção poderá ser lançado no próximo ano.

15,7 MIL MILHÕES DE EUROS

O investimento nos dez novos empreendimentos rodoviários, no TGV e terceira ponte sobre o Tejo e no novo aeroporto de Lisboa ascenderá a 15,7 mil milhões de euros.

3,8 MIL MILHÕES DE EUROS

Só os dez projectos rodoviários lançados pelo actual Governo implicam um investimento na ordem dos 3,8 milhões de euros. Incluem cerca de 2360 km de estradas, sendo que metade dizem respeito a novas vias

 

http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=977F82F2-4B7B-4D0C-B692-465B3D809E3F&channelID=00000009-0000-0000-0000-000000000009

 

A cumplicidade dos acidentes...

http://www.welt.de/finanzen/article1876932/Autobahn_Raser_haben_bei_Unfaellen_Mitschuld.html

 

 

As auto-estradas sem berma e o limite mínimo de velocidade.

 

A semana passada tive o azar de furar um pneu com um parafuso à entrada de uma auto-estrada.

Ao inicio pensei ser uma pedra presa num pneu, mas o barulho manteve-se e notei que o comportamento do carro estava alterado.

 

Ora, como a auto-estrada não tinha berma naquela zona coloquei os 4 piscas e segui marcha entre os 50 e os 60km/h, sendo o limite mínimo de velocidade em AE de 50km/h.

Se os xunnings vão acelerar para a ponte pela adrenalina, que experimentem circular em auto-estrada a chover e de noite a 50km/h com os 4 piscas ligados!

Andar a 250 é para meninos, andar a 50 é de homem!

 

Durante o pequeno percurso até ter um local com berma para encostar em segurança apanhei de tudo, desde um camionista a fazer sinais de luzes e a ultrapassar-me enquanto buzinava, aos condutores mais sensatos que percebiam que tinha um problema (4 piscas, marcha lenta…) guardavam distancia e quando possível ultrapassavam.

 

Sempre defendi que o limite mínimo de velocidade nas auto-estradas devia ser superior, e naquele momento pude comprovar bem a diferença de velocidade entre um carro lento e um carro que circula a uma velocidade normal.

Após encostar lá verifiquei que existia um parafuso espetado no pneu, verifiquei a pressão e como estava perto de casa (2km) lá segui viagem a um ritmo moderado para depois trocar os pneus.

 

Como já tinha planeado trocar os 4 pneus do Coupé, uma vez que estavam a chegar aos 3mm de piso, adiantei-me e coloquei logo outros Michelin Primacy HP. O jogo anterior fez-me 77.000km e são pneus com um pisar confortável e um ruído de rolamento baixo.

 

http://www.gostomaisdecarrosdoquechocolates.com/as-auto-estradas-sem-berma-e-o-limite-minimo-de-velocidade/

 

 

 

"Nenhuma regra é tão geral que não admita alguma exceção".

Robert Burton

 

 

 

publicado por cambiantevelador às 10:46
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